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Oficinas de xilogravura vão até 19 de novembro

No Jardim Campo Belo, Eyshila aprendeu técnicas com Simone Peixoto, uma das criadoras do projeto

Por: Beatriz Stevanatto

No próximo dia 11, sábado, a Casa da Criança Nestor Jerônimo Mendonça, na Cidade Singer, em Campinas, recebe a visita do Ateliê Xilomóvel, para mais uma edição do projeto que tem por objetivo divulgar a arte e a técnica de se fazer relevo sobre madeira. No dia 19, ocorrerá a última oficina desta série.

Simone ensina técnica para a estudante Eyshila, no bairro Jardim Campo Belo (Foto: Beatriz Stevanatto)

No domingo (29), pelo menos 30 pessoas compareceram à oficina realizada na Casa da Criança Vovô Nestor Jerônimo Mendonça, na Cidade Singer, em Campinas, com esse objetivo. Os participantes do evento eram moradores do bairro Campo Belo que frequentam a instituição todo final de semana. Essa foi a terceira oficina do Ateliê Xilomóvel, que aconteceram nos finais de semana de outubro, das 9h até às 12h30, e que contou com mais de 50 desenhos e matrizes.

A moradora do bairro Eyshila Vitória compareceu pela primeira ao evento e disse que nunca tinha ouvido falar sobre a técnica da xilogravura e achou bem interessante. “Eu vim por curiosidade, para saber sobre o que era, e acabei me surpreendendo. Gostei muito por ser uma coisa que poucas pessoas conhecem e, com isso, a gente vai aprendendo coisas novas”, disse Eyshila.

Já Ana Paula de Moura, diretora da Instituição Vovô Nestor, da unidade do Parque Itália, foi à oficina por curiosidade, pois também não conhecia a técnica e acabou ficando apaixonada pela arte.

“Acho muito importante a técnica da xilogravura, mesmo não sendo muito conhecida, principalmente para valorizar a arte manual que está sendo deixada por conta da tecnologia”, comentou Ana Paula. Ela aproveitou a oportunidade para convidar o Ateliê Xilomóvel para que realizem uma oficina na unidade do Parque Itália.

Oficina de xilogravura no bairro Jardim Campo Belo (Foto: Beatriz Stevanatto)

Uma das criadoras do Xilomóvel Ateliê Itinerante, Simone Peixoto, os desenhos e as matrizes foram feitos especificamente para esse projeto, o “Prosa na Praça”, sendo totalmente focado em autorias dos criadores do projeto.

Segundo afirmou, os materiais utilizados são diferentes dos materiais de outras técnicas. Na xilogravura, a tinta é à base de óleo, e os desenhos são feitos em uma placa de MDF com uma folha de madeira por cima, para que consiga desenhar na placa e cavar a parte que não se quer que fique no desenho. A estratégia é conhecida como gravura em relevo.

As oficinas de xilogravura são geralmente realizadas em áreas abertas para que as pessoas tenham acesso à técnica não muito conhecida atualmente.

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Melyssa Kell

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