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Frequentadores mostraram insatisfação com o fechamento da área para corte de algumas árvores
Por: Henrick Borba
Os parques e bosques de Campinas passaram por diversas reformas e medidas de segurança neste primeiro semestre de 2023, tendo a maior parte das aberturas no final do mês de março. Um dos locais mais afetados foi a Lagoa do Taquaral, fechada no dia 24 de janeiro após um eucalipto cair e matar Isabele Tiburcio Firmino, uma garota de 7 anos, que estava em um piquenique com os pais.

A Lagoa do Taquaral foi reaberta no início do mês após a extração de 181 árvores que apresentavam um risco considerável de quedas, sendo elas de grande ou pequeno porte, segundo o laudo da Secretaria de Serviços Públicos de Campinas. O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, garantiu que todos os riscos de queda das árvores foram eliminados. “Fiz a vistoria junto com a equipe técnica e constatamos que todos os riscos de queda de árvores e galhos foram eliminados”, disse.
A Lagoa do Taquaral é um dos principais pontos turísticos da cidade, que mais recebe famílias nos finais de semana. A sua reabertura tente a ser um questionamento para os campineiros, com opiniões divididas em relação à segurança do parque.

Edite Gonçalves é dona de casa e frequenta a Lagoa aos finais de semana, mas acredita que ainda não é o momento para a reabertura do local. “A gente tinha que aguardar mais um pouco, esperar, porque ainda tem muita árvore em perigo aqui”, acredita. “Ficar aqui é doído, é dolorido, por causa da família, temos que nos colocar no lugar da mãe que perdeu a filha porque não é fácil”, completa Edite, relembrando o caso de Isabelle Firmino.
O aposentado Dalvonete Gonçalves frequenta o Taquaral há muito tempo e acredita que o fechamento não deveria ter acontecido pois há problemas piores no cenário da região. “Eu caminho por aqui e não concordo com essa loucura de fechar todos os parques não”, disse. “Não tem condição fechar todos os parques por conta de uma árvore que caiu, foi uma tragédia que aconteceu como também aconteceu no Bosque dos Jequitibás mas, fechar tudo e deixar o povo sem ter onde andar não existe. Não precisava de tanto tempo fechado”, completa.
Alcides Cardoso, também aposentado, mora próximo à Lagoa do Taquaral e frequenta quase diariamente o local. Diferente de Edite, Alcides sente-se seguro caminhando pelo parque. “Eu me sinto seguro mas, quando está aquele tempo feio ou ventando muito, eu evito vir pra cá, porque todos sabem que um lugar como esse e uma ventania forte sempre há riscos”, disse Alcides. Em sua opinião, quem frequenta o parque tem que ter precaução.
O jornalista Higor Goulart chegou recentemente à cidade e relata não ter ido como muita frequência no local. “Quando a árvore caiu, fiquei muito inseguro de retornar, principalmente porque não foi um caso isolado”, disse. “Acho que a extração das árvores aumenta sim a segurança e, após esses meses de vistoria, eu pretendo retomar as minhas idas ao parque”, conta.
Os principais parques reabertos até o momento são a Lagoa do Taquaral e o Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. O Bosque dos Jequitibás, Parque dos Guarantãs, Bosque dos Italianos e Alemães e o Parque das Águas ainda não foram reabertos para o público porque estão em reformas.
A Pedreira do Chapadão é um dos locais de exclusividade que ainda não foram reabertos devido a outros fatores. A pedreira corria risco de desmoronamento de rochas e o local foi fechado. Para a reabertura, é necessário que a Prefeitura instale um alambrado para garantir a segurança dos visitantes, trabalho que ainda deve durar algumas semanas.
Orientação: Profa. Rose Bars
Edição: Marina Fávaro
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