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Colorir traçados vira ‘terapia’ na biblioteca

A ideia é proporcionar mecanismos para reduzir o estresse de estudantes em véspera de provas

Por: Bianca Garutti

No canto da biblioteca, a mesa redonda para baixar o nível de estresse dos estudantes (Foto: Bianca Garutti)

Inspirada em uma brincadeira que se tornou febre entre crianças na década passada, a bibliotecária Jerusa Neves dos Santos Lopes resolveu criar um espaço para que os usuários da biblioteca do campus-1 da PUC-Campinas possam relaxar a tensão em períodos de estudos intensos ou véspera de provas na universidade. Sobre uma mesa redonda, ela colocou um pote com um vasto conjunto de lápis de cor e algumas folhas sulfite com traçados de desenhos para serem preenchidos de acordo com o gosto e a criatividade de cada um.

“Gostei da ideia, ajuda muito a baixar a tensão”, afirmou a estudante Luísa Daloia Bezerra, do curso de Direito, enquanto preenchia um traçado multicolorido ao lado de outros dois colegas, também concentrados na brincadeira.

Além de visar estudantes, a atividade estende-se também aos demais funcionários da instituição. A prática tornou-se muito popular no ano de 2013, com o lançamento da série de livros para colorir Secret Garden, da ilustradora escocesa Johanna Basford. Composto por elaboradas ilustrações destinadas a todas as idades, o trabalho da artista chegou a conquistar o topo da lista de obras mais vendidas no ranking do The New York Times.

A estudante Luísa Daloia: “Gostei da ideia, ajuda muito a baixar a tensão” (Foto: Bianca Garutti)

A ideia de trazer a atividade para a biblioteca surgiu como uma proposta para aliviar o estresse dos estudantes, que atinge grau elevado nos períodos de provas, segundo apurou pesquisa realizada pela universidade. De acordo com a bibliotecária Jerusa, o ato de colorir funciona como “um eficiente meio de descompressão”, atendendo à intenção de relaxamento.

A proposta conta com uma variedade de desenhos disponíveis para a escolha do interessado, todos impressos em folha sulfite e com espaços destinados para que o participante se identifique, colocando nome e o curso que está frequentando.

Os desenhos apresentam também a opção de colorir em conjunto com outras pessoas, na qual o autor pinta apenas uma parte da ilustração e deixa que outro termine a obra, criando-se assim um mecanismo de interação entre os participantes. Finalizadas, as ilustrações podem ficar expostas na mesa, no andar inferior da biblioteca, ou serem levadas por quem as coloriu.

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Melyssa Kell

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