Saúde

Campinas inicia vacinação contra varíola dos macacos

Cerca de cem pessoas que integram o grupo que apresenta risco serão imunizadas pela prefeitura

Por: Marcela Franco Zamboni

A Secretaria de Saúde de Campinas deu início à convocação de aproximadamente cem moradores da cidade com indicação para receber a vacina contra a Mpox, mais conhecida como varíola dos macacos. Segundo a prefeitura, as aplicações devem começar esta semana.

Segundo a articuladora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli, o intuito principal é a proteção dos indivíduos com maior risco de evolução para as formas graves da doença. A Secretaria da Saúde esclareceu que o cenário epidemiológico é de decréscimo, com redução na evolução das infecções. Dos 97 casos de Mpox na metrópole desde junho de 2022, apenas um foi registrado este ano, em janeiro.

O imunizante será aplicado em grupos específicos. Na primeira fase da campanha, a imunização focará em grupos de risco para as formas graves da doença, como pessoas que vivem com HIV/aids e profissionais de laboratórios que atuam em locais de exposição ao vírus. O contato da secretaria com estes moradores é por meio telefônico e a vacinação ocorre por agendamento nas unidades onde os moradores são atendidos ou fazem retirada de medicamento.

“A data da dose de cada paciente será marcada a partir de avaliação das equipes técnicas, atendendo a critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, informa a prefeitura.

A vacina tem indicação de duas doses para completar o esquema vacinal. Os profissionais de saúde que estão atuando na estratégia foram capacitados para esta ação.

A campanha de imunização foi iniciada pelo Ministério da Saúde em 13 de março após o Brasil receber cerca de 47 mil doses. Desde então, Campinas aguardava a chegada do imunizante.

No caso da vacinação pré-exposição ao vírus, receberão as doses:

  • Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA) com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses (condição que deixa o sistema imune menos capaz de combater determinadas infecções). De acordo com o Ministério da Saúde, este público representa atualmente cerca de 16 mil pessoas em todo o país
  • Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus (a família do vírus da monkeypox) em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade.

Já no caso da vacinação pós-exposição ao vírus, receberão as doses pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da OMS.

Edição e orientação: Prof. Artur Araujo


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