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Para pesquisadora Sâmela Carvalho, a ação humana é essencial para as transformações do mundo virtual
Por: Vitória Landgraf
A adesão ao metaverso — terminologia utilizada para indicar um universo virtual que tenta replicar a realidade — não depende apenas do desenvolvimento dos recursos tecnológicos, mas principalmente das transformações sociais que decorrem da tecnologia. O sucesso do novo empreendimento do multimilionário Mark Zuckerberg será determinado, então, pela forma como os consumidores vão interagir nesses ambientes e se eles realmente querem estar no mundo virtual.

A avaliação é da pesquisadora e publicitária Sâmela de Carvalho Lima, professora da Unasp e mestre pelo Programa de Pós-Graduação Linguagens, Mídia e Arte (Limiar), da PUC-Campinas, onde pesquisou convergência midiática e o universo Marvel.
“Há alguns anos, eu acreditava muito na adesão em massa à realidade aumentada, mas isso não aconteceu, a tecnologia ainda não pegou”, ponderou Sâmela ao apontar que as novas tecnologias, por si só, não garantem a aceitação por parte do público.
“Hoje estamos falando do metaverso, mas o futuro dessa tecnologia está completamente aberto. Tudo vai depender da criatividade dos desenvolvedores e, principalmente, de como nós consumidores vamos agir nesse novo conceito”, explica a pesquisadora.
O termo metaverso ganhou força em outubro de 2021, quando Zuckerberg anunciou que a empresa Facebook mudaria de nome para Meta e passaria a focar no desenvolvimento de um ambiente virtual para as interações humanas. Uma maneira de entender esse ambiente é vê-lo como uma extensão virtual da vida real, como se fosse outra dimensão.
A intenção é que o metaverso seja uma realidade imersiva e interativa na qual as pessoas vão interagir entre si por meio de avatares digitais. A promessa é que esse mundo será criado a partir da cooperação de diversas tecnologias, como realidade virtual, realidade aumentada, redes sociais e criptomoedas.
Sâmela ressalta a dificuldade que as pessoas têm para descrever esse universo, levando em conta o fato de ele ainda não existir. “Para quem não está entendendo o metaverso, eu recomendo que assista o filme Ready Player One, do diretor Steven Spielberg. O filme mostra essa interação real e uma vida que acontece completamente sem limites dentro de um ambiente virtual”, esclarece a docente.
A pesquisadora, que teve como objeto de estudo para sua dissertação de mestrado o universo cinematográfico da Marvel, sob orientação do professor Tarcisio Torres Silva, acredita que o metaverso fará parte da produção de grandes franquias de cinema. “Podemos esperar que as experiências dos consumidores no metaverso irão moldar as estratégias de produção e distribuição de conteúdo e filmes”, previu Sâmela.
A entrevista com Sâmela Carvalho, na íntegra, está disponível abaixo:
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: João Vitor Bueno
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