Destaque
Apesar dos benefícios, especialista recomenda consumir produtos de qualidade e de procedência conhecida. E nada de exageros: no máximo, 50 gramas por dia
Por Suelen Biason

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de mortes no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), são mais de 1.100 mortes por dia no País, cerca de 46 óbitos por hora e uma morte a cada 1,5 minuto. Aproximadamente, 350 mil pessoas morrem todos os anos no País vítimas de doenças cardiovasculares, como o infarto. Até o final deste, a SBC estima que 400 mil brasileiros devem morrer de alguma doença cardiovascular.
Para o médico nutrólogo Edson Credídio, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas ou reduzidas com cuidados preventivos. Um deles é a alimentação, que deve ser balanceada e controlada. Doutor em Ciências de Alimentos pela Unicamp e pós-doutorando em Alimentos Funcionais e Bioativos pela mesma universidade, ele é um defensor do chocolate na lista de alimentos que podem prevenir doenças cardiovasculares. O motivo? A presença do cacau, fruta típica da região norte do país, que é rico em polifenois, um composto importante com ação preventiva de certas doenças em função de seu papel antioxidante.
Mas o especialista alerta para as variações e diferenças que existem na formulação dos vários tipos de chocolate. “Os benefícios de seus componentes são encontrados apenas no chocolate amargo, que tem em torno de 70% a 80% de cacau. Ele não é tão gostoso como o chocolate ao leite, mas tem que ser visto [o amargo] como um remédio”, diz. Já o chocolate branco não é benéfico à saúde, explica o nutrólogo, pela alta concentração de manteiga de cacau, sendo composto basicamente de gordura, açúcar, leite e aromatizantes.
Qualidade do produto
Conhecer a procedência do chocolate e optar por marcas confiáveis são outros cuidados que o consumidor deve ter na hora de comprar o produto. A qualidade do chocolate é fundamental para que o alimento seja saudável ao organismo. Além disso, alerta o especialista, o consumidor deve controlar a gula. Quem quer reduzir o colesterol e receber os bioativos do alimento no organismo deve se restringir a um tablete de 50 gramas por dia.

Autor do livro ”Chocolate Bioquímica, Sabor e Saúde”, publicado em 2011, Credídio reúne na obra anos de pesquisa sobre o considerado ‘super’ alimento. Entre seus componentes, destaca-se também a substância química chamada feniletilamina, que é a mesma produzida pelo organismo quando estamos felizes ou apaixonados. Além disso, o cacau pode aumentar o nível de serotonina no cérebro, responsável pela sensação de bem-estar “Essa é a principal motivação das mulheres consumirem com mais frequência [o chocolate] no período pré-menstrual”, explica.
Em alta
No período da pandemia, houve um aumento no consumo do chocolate no Brasil, segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates (ABICAB), baseada em uma pesquisa realizada pelo Instituto Kantar. No ano passado, a taxa de penetração do alimento cresceu 1,5% em relação a 2019.
A frequência de compra do chocolate também aumentou 9,3% em 2020 e segue em alta este ano. Ainda segundo a pesquisa, o brasileiro foi 8,2 vezes comprar chocolate no ano passado. Em 2019, esse valor era de 7,5 vezes.
Orientação: Profª Ciça Toledo
Edição: Letícia Almeida
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