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O Agbara tem como missão promover a cultura da doação dentro da luta antirracista
Por Alanis Mancini e Marcus Trevisan
O Fundo Agbara, uma organização sem fins lucrativos que foi criada em setembro de 2020, em Campinas, tem a missão de potencializar iniciativas empreendedoras de mulheres negras de todo o Brasil. Visando a independência financeira e emocional dessas mulheres, pouco depois de um ano, o fundo se tornou o primeiro a ser exclusivo para mulheres negras e hoje conta com mais de 250 doadores recorrentes.

Aline Odara, idealizadora e fundadora executiva do Fundo Agbara, explica que a ideia veio de quando era estudante prounista da PUC-Campinas e realizava diversas vaquinhas para que ela e os amigos pudessem comprar alguns itens que precisavam. “Decidi sistematizar essas vaquinhas, escrevi a ideia inicial, pensei no nome, nas cores, no logotipo e a ideia era vinte amigos doarem R$20,00 e teríamos R$400,00 todo mês para ajudar uma mulher negra”, explica.
Após perceber a rápida adesão e interesse da população no Fundo, Aline e Fabiana Aguiar, coordenadora do projeto, começaram a estruturar para o recebimento de grandes aportes. “Começamos a potencializar as iniciativas de mulheres negras com aportes financeiros, formações e assessorias técnicas e hoje temos uma rede de mais de 250 doadores recorrentes. A mídia nos procura muito e diversos artistas já divulgaram, como a Iza, a Gaby Amarantos, entre outras”, comenta Aline.
As doações funcionam como um sistema de circularização, onde o doador se inscreve e passa a doar de forma fixa, e as mulheres com iniciativas empreendedoras também se inscrevem e são avaliadas pelas coordenadoras. “O doador faz seu cadastro em uma plataforma de doação e se torna doador por doze meses recorrentes, podendo doar no mínimo R$20,00 e escolher qual dia do mês irá doar. E as mulheres que têm iniciativas empreendedoras se inscrevem no Agbara e são ajudadas com o dinheiro”, explica Fabiana.

O Fundo Agbara demonstra sua importância proporcionando oportunidades às mulheres que, muitas vezes, são esquecidas pela sociedade. Os doadores não têm noção de quantas pessoas conseguem ajudar com uma simples doação, pois além do dinheiro, a doação vem em forma, principalmente, de esperança e motivação para essas mulheres seguirem em frente com seus projetos. “Quando falamos de combate ao racismo, falamos de combater a concentração de poder que está nas mãos de um mesmo grupo étnico: o poder material que desrespeita o dinheiro e o simbólico que é ligado ao prestígio. O que o Agbara faz é transferir rendas e dar acesso a conhecimento, fazendo circular esses dois poderes que estão concentrados”, afirma Aline.

Grazy Moura, que possui uma marca de bolsas e acessórios onde faz toda a produção e o desenvolvimento de cada peça, conheceu o Fundo pelo Instagram e afirma que a ajuda na compra da matéria prima para desenvolver seus produtos foi potencializadora. “Esses projetos são combustíveis, o Fundo Agbara não traz somente ajuda financeira, ele fortalece o crescimento do nosso empreendimento e cada vez mais devem haver projetos de coração aberto como esse”, ressalta Grazy.
Para conhecer mais sobre o Fundo Agbara e se tornar um doador, é só clicar neste link.
Orientação: Prof. Carlos Roldão
Edição: Alanis Mancini
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