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Falta de recursos perante a menstruação pode afetar a saúde física e psicológica
Por Lavínia Bassoli e Sophia Ribeiro
A pauta sobre Dignidade Menstrual, conhecida também como Pobreza Menstrual, está em alta, não só no Brasil, mas no mundo. A falta de acesso a absorventes, condições básicas de saneamento e conhecimento sobre o assunto aumenta a desigualdade de gênero, e atinge todas as pessoas que menstruam em situação de vulnerabilidade, sendo elas, em grande maioria, mulheres e meninas. Dados recolhidos pelo IBGE (2017 – 2018) apontam que, no país, 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em casa, e mais de 4 milhões não têm acesso a itens básicos de cuidados menstruais nas escolas. Em Campinas, não há um número exato.

Para a advogada e cofundadora do coletivo “Mulheres pela Justiça”, Thais Cremasco, a falta de acessos de absorventes é uma afronta direta aos direitos fundamentais da mulher. Ela relata que, antes mesmo de fundar o coletivo, se deparou com situações em que mulheres sofreram assédios morais por conta de “acidentes” causados pela menstruação, como, por exemplo, uma mancha de sangue.
O coletivo faz arrecadações de produtos de higiene menstrual para mulheres necessitadas, recebendo doações de empresas e pessoas físicas. O intermediário de entrega dos produtos é feito por um banco de dados, onde bairros se inscrevem, comunicando a necessidade, e, também, pelas líderes comunitárias, que informam a demanda de cada local. Além disso, são feitas doações para o abrigo de mulheres de Campinas, o CEAMO (Centro de Referência e Apoio à Mulher).

Na política municipal, a vereadora Paolla Miguel (PT), traz o assunto à tona, com um projeto de combate à pobreza menstrual, que visa não só a distribuição de produtos de higiene, mas também a educação, essencial para quebrar do tabu ao redor da menstruação. Outro ponto do projeto, seria a criação de cooperativas para mulheres produzirem absorventes reutilizáveis, que além de suprir uma parte da demanda de produtos, geraria renda local.
No momento, o projeto está sendo reformado, discutido na câmara, diante das ideias e pautas dos outros parlamentares.
Paolla destaca que é fundamental que a população converse conosco”, relatando que, por conta de uma audiência pública, pontos importantes foram considerados, tal como qual seria o produto adequado para cada tipo de população, e, a importância da mudança da nomenclatura, que passou de pobreza menstrual, para dignidade menstrual.
Orientação: Prof. Gilberto Roldão
Edição: Luiz Oliveira
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