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Taquaral por estudantes ganha exposição no Lago do Café

Telas e até capsulas descartadas de café expresso dão vida a obras do ensino fundamental 

Por: Luís Felipe Buzzetti 

Nesta obra, 12 pequenas telas se juntam para formar a paisagem, onde se destacam cisnes e crianças que atuaram no projeto (Fotografia: Adriana Barão) 

Fotografias, telas e aquarelas produzidas por crianças entre 6 e 14 anos, tendo por tema o Lago do Café e a região do bairro Taquaral, estarão expostas até o próximo dia 20 de outubro, na Casa de Vidro – Museu da Cidade, próxima ao Lago do Café. Os artistas são alunos de educação infantil e fundamental da escola Processo Bilíngue Taquaral. 

A produção dos trabalhos começou após palestras conduzidas pelo historiador do Museu da Cidade, Americo Vilela, apresentando a história da Fazenda do Taquaral, por conta da proximidade que a instituição mantém com a escola. Os estudantes tiveram orientação de seus professores e produziram os trabalhos ali expostos.  

A escolha do nome da exposição, “Narrativas e Olhares Singulares”, feita em conjunto entre os alunos, professores e orientação, representa a singularidade da visão infantil em relação à área estudada. A intenção foi capturar narrativas e modos particulares de ver o mundo representado através da arte. 

Ao fundo, a caravela remete ao descobrimento, obra produzida em quadros que se somam para formar o conjunto (Fotografia: Adriana Barão) 

Dentre as obras, as fotografias procuram retratar a flora, com imagens de árvores, bambus e flores. A planta mais recorrente nessa modalidade foi o pé de café, com seus frutos aparentes. 

Em um desses trabalhos, 12 telas diferentes se juntam para formar a imagem do Lago do Café, onde se observam oito patos, com a paisagem cheia de árvores, tendo ao fundo quatro crianças. Outro trabalho apresenta uma capivara saindo do mesmo lago. 

Em outra obra, ocorre a junção de 42 telas diferentes, que mostram a imagem de um cisne e um pato no lago, com uma floresta ao fundo. O que chama atenção na tela é uma caravela ao fundo, fazendo referência à época do descobrimento. 

Uma releitura da obra “Antropofagia”, da modernista Tarsila do Amaral, também faz parte do acervo. Na arte, observa-se uma simbolização da obra produzida a partir de capsulas de café, nas cores dourada e vermelha, com os cactos ao fundo em cápsulas verdes, havendo o sol composto por capsulas na cor laranja. 

“Antropofagia”, de Tarsila do Amaral, ganhou versão produzida com capsulas coloridas de café expresso (Fotografia:  Adriana Barão) 
A gestora Adriana Barão: “É uma síntese de um trabalho que tem como enfoque o estudo da região” (Fotografia: Selfie) 

Em entrevista concedida ao Digitais, a gestora do Museu da Cidade, Adriana Barão, afirmou que “é muito importante introduzir a arte na vida das crianças desde cedo. Ela disse que a prioridade do local é trabalhar com ações educativas, o que motivou a realização das palestras preparatórias. 

“Conversamos com os estudantes sobre essa região, de como foi formada, suas lendas e a importância da produção de café”, disse Adriana. Através dessas conversas, os alunos trabalharam sob a orientação de seus professores em diversas disciplinas, desde educação artística, que orientou as pinturas, até a área de ciências, que trabalhou com a botânica da região estudada. “Essa exposição é uma síntese de um trabalho que tem como enfoque o estudo da região”, acentuou.  

A exposição ficará aberta até o dia 20 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Aos sábados, das 10h às 15h. A entrada é gratuita e o espaço possui estacionamento. 

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti 

Edição: Aline Nascimento


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