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Em seminário, Aline Oliveira, do Mesa Brasil, advertiu para a insegurança alimentar na pandemia

Eliane: Mesa Brasil, que atendia instituições, passou a atender diretamente as famílias em insegurança alimentar (Imagem: YouTube)
Por Oscar Nucci
Em seminário virtual ocorrido no canal do YouTube do Sesc São Paulo, ontem (29), a nutricionista Eliane Oliveira, coordenadora do Programa Mesa Brasil, alertou que as doações de alimentos que a instituição recebe já se tornaram insuficientes para atender à demanda dos parceiros que se encarregam de distribuir e socorrer comunidades carentes.
Eliane disse que, em função da pandemia, instituições como creches – que recebiam regularmente repasses de alimentos do Sesc-São Paulo – tiveram suas atividades presenciais suspensas, o que obrigou o Mesa Brasil a atender diretamente as famílias que dependiam do auxílio para garantir o mínimo de segurança alimentar para suas crianças.
Além de Eliane, o seminário virtual de ontem contou com a presença da coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional, da Universidade de Brasília, Elisabetta Recine, que apontou que a fome sempre fez parte do cotidiano brasileiro, sendo fruto de inúmeras desigualdades presentes no país.
“A fome está presente no Brasil desde quando as caravelas aportaram na região da Bahia”, disse Elisabetta logo no início de sua análise.
Coordenador da ONG Uneafro Brasil, o professor de história Douglas Belchior, também presente no evento, disse que a instituição que dirige também teve de se adaptar por conta do alto índice de pessoas expostas à insegurança alimentar neste período de pandemia. Voltada à luta antirracista, a Uneafro, que era focada no campo da educação, passou também a arrecadar alimentos. “Tivemos que fechar sala de aula e distribuir comida”, comentou o professor.
Reforçando a fala de Elisabetta sobre fome no Brasil ser oriunda da desigualdade, Belchior apontou que 55% dos domicílios brasileiros apresentam algum grau de insegurança alimentar e que 56% da população brasileira é negra, o que para ele não é só coincidência. “A fome no Brasil tem cor”, complementou Belchior.
Todos os presentes ao seminário fizeram, logo no início, uma audiodescrição de si próprios, detalhando ambiente e descrevendo vestes que usavam, o que complementava o trabalho dos intérpretes de Libras. O seminário foi mediado pela cientista social Nathalia Triveloni, educadora do Programa de Juventudes do Sesc da Avenida Paulista.
Aqui, a acesso ao seminário “Combate à fome no Brasil”
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Letícia Franco
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