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“Governo não tem que se meter com temática artística”

Ao debater “Deslembro”, em Campinas, cineasta Flávia Castro criticou Ministério da Cultura 

Por: Milena Delwaide

 

A cineasta Flávia Castro: “É um absurdo, deixa de ser democracia” (Foto: Milena Delwaide)

A cineasta Flávia Castro, durante o debate de seu longa-metragem “Deslembro”, filme que tem como pano de fundo a ditadura militar no Brasil, avisou que seu próximo trabalho deverá envolver algum tema ligado à temática LGBT. No auditório da CPFL, na noite de quinta-feira, 28, ela disse considerar “um absurdo” que o atual governo tenha orientado o Ministério da Cultura a vetar temas propostos pelos artistas e produtores culturais.

“O governo não tem que se meter com a temática que os artistas quiserem trabalhar, isso é um absurdo, deixa de ser democracia. Se eles começarem a definir quais filmes vamos trabalhar, nós vamos estar de fato, saindo da democracia”, disse ao público presente.

Flávia disse que seu filme contou com apoio do Governo. “Esse filme foi feito com o edital do BNDS e o fundo setorial do audiovisual. Ocorre com todo filme que é feito no Brasil. Os filmes se autoalimentam. Então, por exemplo, uma comédia, que atinge 5 milhões de espectadores, ajuda a financiar filmes de autores que não têm esse potencial de público. O fundo setorial faz com que esse dinheiro seja reinvestido”, disse.

O filme “Deslembro” conta a história de uma jovem, interpretada por Jeanne Boudier, que volta para o Brasil com a família, depois de um exílio em Paris, após aprovada a anistia. Instala-se no Rio de Janeiro, cidade onde seu pai havia desaparecido depois de ser levado ao DOPS, um dos principais órgãos repressores do regime militar. Ao chegar, a jovem precisa se adaptar à cidade, da qual nada lembra.

O longa foi indicado a seis premiações, como o  Prêmio Orizzonti, de melhor ator;  Orizzonti Award for Best film; e Orizzonti Award for Best Director, entre outros. No elenco, estão os artistas Jeanne Boudier, Sara Antunes, Eliane Giardini, Jesuíta Barbosa e Hugo Abranches. Com 1h45 de duração, a obra foi lançada em 20 de junho.

 

 

 

Edição: Bruna Carnielli

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

 


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