Ciência
Pesquisa mostra que sensor do sistema reduz custos de energia elétrica e de consumo de água
Por: Henrick Borba, Gabriel Barbosa e Victor Sancho

A Embrapa Instrumentação desenvolveu uma nova versão do sensor IGstat. Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, o modelo, apresentado no stand da Embrapa no evento da Agrishow 2024, além de ter baixo custo, regula o fornecimento de água para o solo, reduz o consumo de eletricidade e distribui a quantidade ideal e no momento certo.
Segundo a pesquisa coordenada por Carlos Manoel Pedro Vaz, o grande diferencial do Sensor IGstat, denominado também como IrrigaFácil, é que é realizada uma aplicação eficiente da água na agricultura. De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o setor de agricultura usa aproximadamente 70% de toda a água distribuida e utilizada no mundo inteiro.
A pesquisa que teve o objetivo de entender e aprimorar ainda mais o sensor IGstat envolveu mais dois pesquisadores, Luis Henrique Bassoi e André Torre Neto, o diretor da Tecnier Tecnologia Cerâmica, Luis Fernando Porto, que realizou a parceria com a Embrapa e a co-fundadora do Pitaya Irrigação, Juliana Polizel, que é por onde o sensor é comercializado.
Para Juliana Polizel, a grande necessidade desse aprimoramento no sensor foi a garantia que os padrões de qualidade do produto estivem se mantendo em forma. “Antes os sensores eram testados individualmente no processo de fabricação, e agora podemos testar 10 ao mesmo tempo com o mesmo padrão e de modo replicável, ou seja, o teste de qualidade foi automatizado”, disse.
O estudo desse pequeno sensor foi realizado a fim de entender como ele poderia ser melhorado, devido ao seu custo benefício e a sua variedade, já que ele pode ter diferentes preços e serve para irrigação em hortifrutis, fruticultura, floricultura, cereais e outras sementes. O sensor é utilizado de diversas formas possíveis, com irrigação em pontos específicos, modos de aspersão – que é o mais comum utilizado nas plantações -, gotejamento e até inundação.

“Para aumentar a durabilidade e o tempo de vida do sensor, foi instalado um temporizador programável que liga o sistema em períodos pré-determinados, ao invés de uma utilização contínua, que acarreta no desgaste do produto. Também foram implementadas a utilização de componentes de melhor qualidade, o que resultou em um equipamento mais preciso e durável”, disse Carlos Vaz.
O pesquisador também apontou que as melhorias intensificaram a eficiência do produto, com o aumento da produtividade variando entre 15% a 30% a mais do que era anteriormente. “A tecnologia está sendo testada e avaliada em diversas condições como na irrigação de alface, tomate, morango, café e outras culturas. E os resultados obtidos até agora têm mostrado uma maior robustez e eficiência da tecnologia, com as economias no volume de água e utilização da energia elétrica variando entre 30 e 60%”, disse.
Embora tenham sido realizados novos reajustes na otimização dessa tecnologia, não foram acarretados aumentos significativos de custos, devido à pequena quantidade de incrementos, ajustes e a falta de uma mudança radical no padrão tecnológico do produto.
Durante o evento da Agrishow 2024, realizado em Ribeirão Preto, foram computadas mais de 50 vendas de diversas unidades, de variedades, do sensor. Mas, de acordo com Juliana, entre as quatro tecnologias oferecidas pelo produto ainda não foi identificado qual é a mais utilizada entre os produtores, por todas terem adesão semelhante.
Orientação: Prof. Artur Araújo
Edição: Mariana Neves
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