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Em maratona online, durante dois dias, mestrandos de todo o país discutem cultura em rede

Os mestrandos Glauce Gonçalves (PUC-Campinas); Karen Kristien (UFF); Afonso Verner (UFPR) e Elaide Martins da Cunha (UFPA) em sessão de trabalhos (Imagem: Videoconferência)
Por: Beatriz Mota Furtado
Pelo menos 220 pesquisas voltadas ao ativismo em redes digitais, produzidas por estudantes de programas de pós-graduação de universidades de todo o país, estão sendo apresentadas até a tarde de hoje, 8, na quarta edição do encontro Redes Sociais e Culturas Ativistas (RDCA).
O evento é promovido anualmente pelo Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte (Limiar), do Centro de Linguagem e Comunicação (CLC) da PUC-Campinas. Pela primeira vez, ocorreu de forma remota, em função das orientações sanitárias para o combate à pandemia da Covid-19.
No total, o evento reúne 46 mesas de trabalho focadas em torno de 10 grupos que debateram questões ligadas à cultura digital, comunicação, produção artística, gênero e construção de memória, entre outros temas. Na tarde desta quarta, 7, por exemplo, 5 trabalhos focados em comunicação e processos eleitorais foram apresentados pelos pós-graduandos Afonso Verner e Juliana Borghi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Karen Kristien, da Universidade Federal Fluminense (UFF); Leticya Alexandre, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); e Glauce Gonçalves (PUC-Campinas), com temas ligados à política, memória cultural, jornalismo ativista, machismo e xenofobia.

Leticya: A sessão Drops, do “Estadão”, no combate a fake news (Imagem: Videoconferência)
“Embora a gente conheça as posturas conservadoras do ‘Estadão’, o jornal tem atuado muito no combate à circulação de fake news”, disse Leticya Alexandre a respeito do estudo que promoveu acerca do empenho do jornal paulista em promover o que chamou de “jornalismo ativista” na sessão “Drops” de sua plataforma digital. “Em um cenário onde o presidente do país se coloca contra as orientações de autoridades de saúde, inclusive, da própria OMS, a imprensa tem realizado um trabalho de ativismo ao opor-se e buscar informações que contrariam o discurso do chefe de estado”, concluiu a estudante no trabalho apresentado.
Também no campo da política, o trabalho apresentado pela estudante Glauce Gonçalves focou a propagação de discursos de ódio e desqualificação preconceituosa nas redes digitais. Ela apontou como a ex-candidata à Presidência da República Marina Silva foi alvo de intensa campanha no último pleito ao qual se candidatou.

Glauce: um cenário político dominado por homens brancos (Imagem: Videoconferência)
“Nosso trabalho busca entender como Marina Silva é percebida pelo público enquanto figura política, mulher negra e de origem pobre, dentro do cenário político brasileiro, dominado em sua maioria por homens brancos”, disse Glauce.
Já no grupo de trabalho “As cidades e as redes sociais virtuais”, Laryssa da Costa Gavellini e Soraya Maria Vieira Ferreira, da Universidade Federal de Juiz de Fora, apresentaram a pesquisa “Influenciadores digitais como fenômenos sociais e agentes do consumo”. A pesquisa questiona o quanto algumas práticas sociais, como a cultura fitness, estão ligadas ao conteúdo que os indivíduos consomem enquanto estão online.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Laryssa Holanda
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