Economia

Atual crise econômica é a primeira enfrentada pela Geração Y

Por Caroline Magalhães

Geração Y, nome designado a geração da internet, aquela que acompanhou a popularização das ferramentas virtuais. Se você nasceu entre 1980 e 1995 fique atento, a sua geração, também chamada de geração do milênio está enfrentando a sua primeira grande crise econômica no Brasil. Um estudo elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomercio-SP) a partir dos dados do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), mostram que essa faixa etária deve enfrentar pela primeira vez uma piora significativa nas condições do emprego desde que ingressou no mercado de trabalho, no início dos anos 2000.

Segundo a economista Laís de Souza, o desemprego, a inadimplência e a rotatividade de trabalhos são as principais armadilhas que a crise trouxe para os ‘ypsilons’.

Rotatividade: 

“A geração mais informada do mercado de trabalho costumava ser também a mais disputada pelo mesmo, o que gerava muitas oportunidades para os jovens e fazia com que eles mudassem muito de emprego. Essa rotatividade com que estão acostumados não é mais uma opção, a crise financeira que o Brasil esta enfrentando faz com que as empresas precisem cortar gastos e acabem preferindo por segurar os funcionários já contratados, e algumas vezes demitir alguns empregados”- diz a economista.

Segundo dados do Ministério do trabalho, em 2011 o índice de jovens que frequentemente mudavam de emprego era de 55% dentro da faixa etária que compreende a geração Y, de 18 a 29 anos. Esse cenário sofreu uma queda considerável relacionada com a redução no ritmo de criação de vagas ao longo dos últimos anos. No ano passado (2014), o índice de rotatividade de emprego nesse mesmo grupo foi de 49%.

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Índice de rotatividade de emprego entre jovens de 18 a 29 anos ao longo dos anos Credito: Caroline Magalhães

O estudante de psicologia da USP, Gabriel Ferreira, faz parte desse grupo. Com apenas um ano desde que ingressou no mercado de trabalho, Gabriel já trocou de emprego quatro vezes. “Eu estava procurando aquilo que eu amava fazer, por isso troquei tanto de emprego quanto de área”, afirmou o jovem.

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Gabriel se dedica ao seu atual emprego Foto: Caroline Magalhães

Desemprego:

A geração Y foi criada em uma época de prosperidade econômica,  diferente do que o Brasil enfrenta nos dias atuais. Quando essa geração ingressou no mercado de trabalho as opções eram inúmeras, entretanto a taxa de desemprego cresceu cerca de 2% só no último ano. A faixa mais afetada? Os jovens da Y. Segundo o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de desemprego para jovens de 18 a 25 anos subiu de 12,3% em maio de 2014 para 16,4% no mesmo mês desse ano. A população de 25 a 49 anos representa ainda 51,1% da população sem emprego no Brasil, ainda segundo o Instituto.

Geração y mercado de trabalho

Jovens em palestra sobre Profissão empreendedora em Campinas Foto: Metrocamp

Inadimplência

Não é novidade que nunca se viu uma geração tão inadimplente como os atuais jovens. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, a taxa de inadimplência no mercado de crédito brasileiro chegou a 4,8% em julho deste ano.  Este foi o maior patamar registrado desde 2013, com 4,6% naquele ano.

Segundo a economista Laís de Souza dois fatores são intrínsecos para esse resultado: o desemprego e o consumo desenfreado. A geração que estava acostumada com a fartura por assim dizer não deixou de gostar e de acompanhar as novidades. Novas tecnologias, automóveis, smartphones,  são alguns dos produtos que não deixaram de ser consumidos, mesmo em meio a crise. Como consequência temos a elevação nos índices de endividamento e inadimplência, principalmente quando se trata de cartão de crédito.

Editado por Izabela Reame


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