Reportagens

Procura por voluntariado no Boldrini está crescendo

Por Aline Santos

Centro Infantil Boldrini

Boldrini é especializado em oncologia e hematologia pediátrica

Quando resolvi fazer essa matéria e agendei minha visita ao Hospital Boldrini, pensei que encontraria um ambiente de poucas risadas, com pessoas tristes e sem perspectiva de um bem-estar. Mas toda essa imagem criada por mim foi quebrada no instante em que entrei no complexo do Hospital.

Instalado numa área de 100 mil metros quadrados, o Centro Infantil Boldrini é um hospital filantrópico especializado em oncologia e hematologia pediátrica. É de caráter privado, sem fins lucrativos, declarado de utilidade pública municipal, estadual e federal. Portanto, pertence à comunidade. Seu nome é homenagem ao pediatra Domingos Adhemar Boldrini, falecido em 1976, que prestou relevantes serviços na cidade de Campinas.

O complexo contempla o Hospital, o prédio da Radioterapia, Medicina Nuclear e Imagem, o Centro de Reabilitação Lucy Montoro, o Instituto de Pediatria Ronald McDonald, a central de captação de recursos e o serviço de apoio social à Casa da Criança e da Família, com 30 chalés, que fica a disposição dos pacientes que vem pra Campinas pra fazer o tratamento e não tem condições de pagar um local para ficar, como hotel ou pensionatos.

Segundo Cristina Louck, responsável pela área de comunicação do hospital, cerca de mais da metade dos pacientes não são de Campinas assim, acabam necessitando de um local para ficar, caso haja internação.  Ela, que começou seu trabalho no hospital como voluntária, trabalhou por um ano sem receber um único centavo  e somente após esse período que foi contratada de modo definitivo, fazendo parte do quadro dos funcionários há 2 anos.

Serviços de suporte ao transporte dos pacientes, a Estação Boldrini e de suporte às pesquisas e o Instituto de Pesquisa Domingos Boldrini (Ipeb) também integram fisicamente a estrutura, totalizando 30 mil metros quadrados de construção. A proximidade com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em muito auxilia no desenvolvimento científico e tecnológico, transformando o Boldrini no maior centro de pesquisas no Brasil e América Latina, na área de onco-hematologia pediátrica.

Sendo o maior hospital especializado em câncer infantil da América Latina,  sua estrutura de internação são constituídas por 9 quartos com banheiro privativo. Nelas, os profissionais médicos e de enfermagem têm amplo controle sobre o que se passa com os pacientes. Quarto para acompanhante, com banheiro privativo, em muito auxilia para a tranquilidade da criança e de seus familiares. No total são 77 leitos. Destes, oito leitos são de terapia intensiva e seis são destinados ao transplante de medula óssea.

Tudo isso foi e vem sendo possível graças ao Clube da Lady de Campinas que em 1978 fundou o Centro Infantil Boldrini, construído exclusivamente com doações de empresas e da sociedade de Campinas e região que desde sua inauguração, em 1986, assumiu importante papel em programas de educação e capacitação a médicos e outros profissionais de saúde.

E é neste momento que os voluntários tem seu papel fundamental no hospital. Com um total de 150 funcionários, distribuídos em diversas áreas, o complexo conta com a ajuda de várias pessoas para que o trabalho possa ser realizado de maneira mais completa e com muito mais humanidade.

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A procura para trabalh voluntário vem aumentando de uns cinco anos pra cá

Jéssica Oliveira, responsável pelo agendamento de visitas para o voluntariado, conta que a procura vem aumentando de uns cinco anos pra cá, mas que ainda sim o número é pequeno. “Muitas pessoas não aguentam o trabalho e acabam desistindo. Não por ser um trabalho pesado, mas pela carga emocional. Aqui, você acaba vendo de tudo um pouco e tem gente que não tem um emocional preparado. Por isso o número de inscritos para se voluntariar é grande mas os que ficam por mais de um dia, são poucos.”

Carolina Athayde conta porque resolveu se tornar voluntária no hospital.  “Decidi me tornar voluntária porque sempre gostei de trabalhar com crianças. Uma prima ficou internada lá por um ano, por isso conheci o Boldrini. Apesar de ser um hospital infantil, gostei muito do ambiente.”

Julia Cristina Galhardo faz parte dessa turma que vê na filantropia, uma forma de ajudar a si mesma. Conhecida por seus amigos como “manteiga derretida”, a estudante de 22 anos, nunca era levada a sério quando falava que ia ser voluntária no Boldrini, vontade que ela carrega desde que ingressou na Unicamp em 2008. “Riam de mim porque como choro por tudo, achavam que eu ia desistir no meio e não aguentar ver tanta criança doente”.

Há um ano, próximo ao seu aniversário, dia 21 de setembro, Julia decidiu dar uma pausa em seus estudos e ir visitar o complexo. Logo quando entrou, já se sentiu diferente “Nunca imaginei que um hospital pudesse ter esse clima. Nem cheiro de hospital tem”, conta dando risada. Foi ai que ela viu que o trabalho que ela iria realizar seria totalmente oposto ao que ela pensou- por mais que já tivesse sido explicado, ela pensava que ia ter contato direto com a ala de medicação, mas o trabalho é o contrário. Ela foi destinada a fazer um trabalho na oficina de leitura que o hospital oferece as crianças, uma vez por semana. Assim, ela teria que ler  livros ou até mesmo ajudar os que ainda não tinham uma boa leitura.boldrini

Por ter sua renda totalmente vinda de doações, o hospital vem destinando boa parte dos seus fundos para a publicidade para que mais pessoas conheçam o lema do hospital e façam parte da equipe, seja com doações ou seja com o próprio trabalho.


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