Reportagens

Após reclamações, órgãos prometem providências na região do Terminal Central em Campinas

Gláucia Franchini

Gláucia Franchini

Viaturas da Guarda Municipal de Campinas

A concentração de moradores de rua e usuários de drogas na praça “quebra ossos” tem sido motivo de reclamação e indignação de moradores e comerciantes da região. A praça que fica próxima ao Terminal Central, em Campinas, é marcada pelo medo, insegurança e sensação de abandono. As reclamações de quem mora ou trabalha na região estão ganhando proporção na imprensa, o que fez com que vários órgãos anunciassem medidas a serem tomadas para reverter a situação.

A Secretaria de Segurança Pública do Município afrmou que a partir desta semana, a Guarda Municipal receberá reforço no patrulhamento e apoio do Grupo Especial. Além do Executivo, os “burburinhos” mobilizaram também o legislativo campineiro. O vereador Elcio Batista anunciou através do Facebook que vai apresentar uma Moção de Apelo na Câmara Municipal solicitando providências urgentes ao Secretário de Segurança Pública do Estado. O vereador escreve que “a situação está insuportável” no local.

Além de insuportável, comerciantes dos arredores do Terminal dizem que trabalhar lá está se tornando “insustentável”. Rita de Cássia Penedo tem uma loja na Rua Cônego Cipião e afirma que nos últimos dois anos a situação só piorou. Para o comércio, segundo ela, o lucro diminuiu em dez vezes, por conta da concentração de moradores de rua e dependentes químicos, que acabam afastando os clientes.

Sobre a questão dos usuários de entorpecentes, o presidente da ONG “Sou Feliz sem Drogas”, Nelson Hosrri, destaca a importância de um “Centro de Recuperação Municipal”. Para ele, “não vai adiantar qualquer operação realizada sem ter onde levar os dependentes”. Tal medida já foi protocolda no Ministério Público e centro seria um local com equipe multidisciplinar para atender e desintoxicar estes usuários e até a reintegração deles na sociedade. “Não adianta colocar apenas a polícia,  eles mesmos não concordam e sabem que só vão piorar o problema.”

Apesar destas afirmações, a Policia Militar também disse que o patrulhamento está sendo reforçado, mas que a ação não depende apenas da PM e GM. Segundo o capitão do 8º. Batalão de Campinas, outros órgãos precisam fazer parte desta operação.

Entre os órgões está a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social. Através de nota, a Secretaria informou que  há ações diárias de abordagem de moradores de rua, inclusive com intervenções da área da Saúde, que realiza atendimentos. Segundo a assessoria de imprensa, a rede de Assistência Social disponibiliza 362 vagas em albergues e abrigos.

O Conselho Municipal de Direitos Humanos e Cidadania também se manisfestou sobre a situação no Terminal Central, e por conta do número de moradores de rua e usuários de entrpecentes, vai realizar na próxima quinta-feira (15/03) uma Audiência Pública para debater algumas  questões e também, na tentativa de encontrar alternativas. A Audiência será no Salão Vermelho da Prefeitura de Campinas, a partir das 18h30.


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